The Summer Hunter, o lado solar da vida

O que você pensa quando corre?

O corpo se movimenta e a cabeça voa: a corrida vai muito além da preocupação com a performance.

The Summer Hunter Staff

Correr é um jeito de respirar no meio da rotina, de celebrar o que seu corpo é capaz de fazer, de dar visibilidade a causas importantes, de se conectar com outras pessoas…

Essas e outras formas de enxergar a corrida estão nos oito episódios da série O que eu penso quando eu corro?.

Viajando pelo Brasil, corremos ao lado de pessoas com histórias bem diferentes, mas unidas por um ponto em comum: a paixão pelo esporte. Aqui, contamos o que aprendemos com elas.

Na montanha

A modelo mineira Liza Simões aprendeu isso tropeçando: nos próprios limites e no que encontra pelo caminho. Correndo sozinha por trilhas nos arredores de Belo Horizonte, ela recolhe lixo em busca de equilíbrio entre saúde, natureza e propósito. Porque perder o ar, às vezes, é uma forma de lembrar que está viva.

“Amor próprio é quando a gente entende que tem o direito de existir.”

Ellen Valias, educadora física e meia maratonista

O atleta está sempre recomeçando

Bicampeão do Xterra Brasil (2015-2017), ultramaratonista e especialista em desafios extremos, o fluminense Márcio Souza sabe que quando o sonho vira profissão, nem sempre a alegria acompanha o ritmo.

Agora, ele corre atrás do que importa: ser feliz.

“Eu corro atrás da vida que quero ter, da minha saúde, dos meus amigos e dos meus projetos. Pra mim, isso é viver: ter o privilégio de se esforçar ao máximo pra ser quem você é.”

Bernardo Lamarca, engenheiro carioca que fez da corrida uma ferramenta pra reaprender tudo do zero depois de ser atropelado

“A corrida é o esporte individual mais coletivo que existe.”

Deborah Santos, fundadora do Afrovelozes, grupo de corrida formado por pessoas pretas em Belo Horizonte

Correr é um jeito de seguir em movimento

Mais do que um exercício, correr se tornou, pra analista de marketing Thays Fonseca, um jeito de dizer a si mesma — e a outras pessoas com esclerose múltipla — que é possível viver com a doença e seguir em busca dos seus objetivos.

“Correr é exatamente isso: achar que não consigo e, ainda assim, conseguir”, diz. Hoje, ela segue rumo aos 21 km.

“Eu vou no pace da fofoca. A gente vai falando da vida e, quando vê, já correu dez quilômetros só conversando.”

Rino Magnoni, engenheiro que corre há mais de cinquenta anos pra manter os amigos por perto