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Sem correr contra o tempo: Rino e o valor da tranquilidade

Há mais de meio século, o engenheiro civil faz da corrida a sua forma de manter os amigos por perto.

The Summer Hunter Staff

Rino Magnoni corre há mais de cinquenta anos. Já viu a corrida mudar, mas não perdeu o passo. O engenheiro civil começou aos 15 anos de idade, quando a meta era 3 km em 12 minutos e o pulso se media com os dedos. Nada de aplicativo ou rede social. E tudo bem: nunca precisou de aprovação externa pra se sentir corredor. Nunca fez uma maratona. E nem pretende. Ele prefere outro ritmo. Corre às terças, quintas e sábados. Porque gosta. Só por isso.

Sem correr contra o tempo: Rino e o valor da tranquilidade

Pra Rino, estar bem é poder acordar, correr no parque e cultivar amizades. “A gente vai falando da vida e, quando vê, já correu dez quilômetros só conversando”. Longe da obsessão por tempos e performance, fez do esporte a sua forma de se conectar com as pessoas — mesmo quando corre sozinho. Sem fone, vai escutando a vida acontecer ao seu redor: gente conversando, histórias soltas pelo caminho, pequenas cenas do cotidiano paulistano. “A corrida me dá esse senso de presença.”

Rino não quer provar nada. Já passou da fase de querer ser o melhor, o mais rápido, o primeiro. “Quando você é mais novo, sempre acha que precisa de mais. Quer ter a melhor empresa, correr mais que os outros.” Hoje, vive diferente. Está contente com o que tem: tranquilidade.

Tem paz no casamento, nos treinos e na vida. E tem orgulho disso. Aprendeu que tudo passa, que tudo chega — no tempo certo. “A corrida me ensinou que tudo é possível, que na vida tudo passa”.  só ter calma”. 

A história do Rino é o episódio que encerra a websérie O que eu penso quando eu corro?, uma parceria entre The Summer Hunter e Netshoes. Ao longo de oito episódios, a gente correu junto com quem vê prazer na corrida, e nada mais. Com quem corre enquanto conversa e nem liga pro pace. Com quem corre junto com o tempo, e não contra ele.