Trabalhe com o que ama e… você nunca vai amar mais nada?
Em meio a tantas fórmulas prontas e promessas milagrosas, será que a gente ainda sabe o que realmente nos faz bem?
Dandara Fonseca
Em um país tão desigual quanto o Brasil, trabalhar com o que se ama é, sem dúvida, um privilégio.
Mas o emprego dos sonhos também pode trazer dores de cabeça e, se não tomarmos cuidado, virar uma verdadeira cilada. No novo episódio do The Summer Hunter Vozes, Deco Neves, CEO e cofundador da Bolovo, e Marina Guaragna, viajante e criadora de conteúdo, refletem sobre esses desafios.
Cansaço em dobro
Quando o trabalho envolve prazer, é fácil se perder no tempo: o que era pra ser uma hora extra vira uma madrugada em claro, e até na folga você encontra algo pra organizar ou uma ideia pra tirar do bloco de notas. Pra quem toca o próprio negócio, a intensidade só aumenta — e lá se vão mais noites tentando equilibrar todos os pratinhos.

“A viagem se tornou um trabalho — o que não aconteceu de propósito — e foi incrível. Mas chegou um momento em que a última coisa que eu queria era viajar, porque significava passar dois meses inteiros trabalhando de segunda a segunda, o dia todo e à noite. Deixou de ser prazeroso e começou a virar uma tortura.”
Marina Guaragna, viajante e criadora de conteúdo

“O meu trabalho é, de certa forma, minha vida. E minha vida acaba passando muito pelo meu trabalho também. Você precisa sempre balancear pra um lado e puxar pro outro. Se escapar, é só puxar de volta.”
Deco Neves, CEO e cocriador da Bolovo

Como equilibrar paixão pelo trabalho e limites pessoais?
Ouça o episódio do The Summer Hunter Vozes e se aprofunde na discussão.