Networking é uma arte, ter no mundo gente que só pensa nisso faz parte
Uma rede de contatos abre portas que o talento sozinho talvez não abriria. Mas, convenhamos: a linha que separa ser bem relacionado de ser interesseiro é tênue.
Thais Cezare
Quando foi que todas as nossas relações viraram moeda de troca?
A cultura do networking transformou:
→ encontros em estratégia
→ conversas em pitch
→ pessoas em ROI
Puxadíssimo.
O ditado já diz: amigos, amigos — negócios à parte
Trabalhar com quem a gente gosta pode ser incrível: rola intimidade, confiança, sintonia. Mas se seus amigos são seus contatos, e seus contatos são oportunidades, então você está trabalhando o tempo inteiro quando está com eles?


O caminho do meio: humanizar o trabalho
Criar relações profissionais sinceras, agradáveis, abertas e cuidadosas — só que sem forçar intimidade, nem precisar chamar geral de amigo.

“O networking destrói a amizade. Quando você vai fazer uma relação com o outro pensando que é contato, isso é trabalho. Você vai complicando as fronteiras público-privado, o mundo do afeto e o mundo do capital. E sua interioridade afetiva, subjetiva, radical, está morta.”
Maria Homem, psicanalista, em vídeo da Casa do Saber
Networking bem feito é um jogo de cuidado: tempo investido, confiança que se fortalece, respeito aos limites e transparência no que se busca.
Adotar uma postura de colaboração genuína, construção de valor mútuo e manutenção de relacionamentos com empatia vale mais do que se apoiar em relações utilitárias.