The Summer Hunter, o lado solar da vida

Você sabe se comportar na academia?

Um pequeno manual pra manter a civilidade em meio a grunhidos, fluidos corporais e egos inflados.

Adriana Setti

Um ser humano sem noção incomoda muita gente. Vários seres humanos mandando mal na academia incomodam, incomodam muito mais.

Com esses templos fitness cada vez mais requisitados (e lotados), manter a linha pra não causar caos e discórdia é mais necessário do que nunca.

Incômodo fit
 
25% das pessoas se sentem constrangidas ao frequentar uma academia.
 
27% se preocupam com a opinião dos outros frequentadores.
 
28% têm receio de não usar os aparelhos corretamente.  
 
Fonte: pesquisa da Ordnance Survey

O ambiente da academia em si já intimida muita gente — especialmente quem não se enquadra no padrão magro, fibrado e superjovem. Se, ainda por cima, você tiver que lidar com comentários inadequados, olhares indevidos e falta de educação, fica difícil ter prazer em se exercitar.

Produção de conteúdo: pode isso?

A selfie do “tá pago”, o passo a passo do treino, o look do dia com a garrafinha (combinando) na mão. Fotografar e filmar na academia é parte da rotina de muita gente. Mas demorar além da conta no aparelho por isso, se irritar com alguém que passou no fundo ou incluir “coadjuvantes” que não querem aparecer no seu “conteúdo” é muita falta de noção.

Dar conselhos que ninguém pediu? Não. Especialmente se você for homem e, a outra pessoa, não.

Incomodam, incomodam muito mais

· Falar no celular ou ouvir áudio alto — o povo quer relaxar.

· Paquerar sem noção.

· Deixar o aparelho todo suado, beijo e tchau.

· Urrar e grunhir.

· Usar equipamentos e não guardar.

· Se perder no celular entre uma série e outra.

· Lançar olhares insistentes.

“Se o inferno são os outros, imagine os outros na academia. Em que outro lugar é possível testemunhar um espectro tão completo da depravação humana — de soltar pum na esteira a fazer reunião on-line na elíptica?”
Fonte: trecho de “The new rules of gym etiquette: don’t film yourself, never mansplain – and keep your top on” (The Guardian)