Vamos voltar às coisas boas dos anos 90?
Nem cigarro nem magreza extrema: do que a gente realmente tem saudade dessa época.
Fernanda Nascimento
Muito do que o Brasil entregou nos anos 90 merece ficar no passado — mesmo que tenha gente querendo trazer de volta. Naquela época, fumar era cool, o politicamente incorreto nem tinha nome e o padrão de beleza feminino cabia numa calça 34.
Mas foi também nessa década que a gente votava em qual clipe queria assistir na MTV, se pintava de verde e amarelo sem noias pra torcer na Copa e curtia com os amigos sem notificação. Aqui, a gente lista o que realmente vale a nostalgia.
Um pé no exterior
Com a economia turbinada pelo Plano Real a partir de 1994, o real chegou a valer mais do que o dólar e a Disney era logo ali. Quem voltava da gringa vinha com a mala cheia de bonés da NBA, Nike Air Jordan e muitos CDs pra ouvir no discman: Nirvana, Pearl Jam, Red Hot Chili Peppers, 2Pac, Faith No More, Spice Girls, Backstreet Boys, Björk…
Haja coração!
Torcer pelo Brasil era um verbo no plural — e o país parava pra assistir às disputas da Copa do Mundo, da Olimpíada ou da Fórmula 1. Celebramos o tricampeonato de Ayrton Senna, vimos a seleção de futebol quebrar a seca de 24 anos em 1994 (“sai que é sua, Taffarel!”), ganhamos ouro no vôlei, na natação, no judô, na vela e assistimos à ascensão do esporte nacional, que hoje domina tantas modalidades.

Quero ser VJ
No tempo da internet discada e do celular tijolão, só dava MTV Brasil na TV — de tubo. Na tela, a música brasileira era irreverência pura: Planet Hemp, Raimundos, Virgulóides, Charlie Brown Jr., Racionais MCs, Mamonas Assassinas, Skank, Titãs, Cássia Eller, Chico Science… Também curamos o coração partido no pagode e tiramos o pé do chão com a chegada do axé. Eeeeeeeeee, faraó!
