The Summer Hunter, o lado solar da vida

Ser CEO? Tô fora!

Pra grande parte da Geração Z, a ambição não é mais conquistar a sala da chefia, mas ter um trabalho que garanta equilíbrio e bem-estar.

Dandara Fonseca

Entrar em uma empresa, mostrar serviço, subir de cargo, ganhar mais, assumir uma posição de liderança… 

É claro que esse ainda é o objetivo profissional de muita gente. Mas, pra cada vez mais jovens, sucesso é ter um trabalho que não prejudique a saúde mental, ofereça segurança e proporcione uma rotina equilibrada.

Esse novo jeito de olhar pra carreira já tem até nome: minimalismo profissional.

O mantra é: trabalhar menos, viver mais
68% dos trabalhadores da Geração Z não buscariam cargos de liderança a menos que a compensação financeira fosse muito alta.
Fonte: levantamento do Glassdoor
A qualquer custo?
Enquanto a maioria dos millennials cresceu acreditando que o “sucesso profissional” exigia abrir mão de quase tudo — inclusive da saúde mental —, a nova geração está menos disposta a pagar esse preço. À medida que ganham experiência, os jovens entendem que, embora o salário seja importante, nada justifica transformar a vida em um eterno plantão.

O que a Gen Z valoriza no trabalho (pra além da remuneração)

→ Horários flexíveis.

→ Volume de trabalho saudável. 

→ Anywhere office.

→ Ambiente diverso e acolhedor.

→ Alinhamento com valores pessoais.

→ Segurança e estabilidade.

Férias remuneradas.

Poligamia profissional
Com o custo de vida lá em cima, muitos jovens precisam acumular mais de um emprego pra fechar as contas. Nesse cenário, fazer sua parte, sem se sobrecarregar ou ter grandes responsabilidades, vira uma questão de sobrevivência.

“A Geração Z está repensando o que significa ser bem-sucedido no trabalho. Eles não estão rejeitando a ambição, mas sim redirecionando-a pra carreiras mais sustentáveis, que priorizam a segurança financeira e a satisfação pessoal.”

Daniel Zhao, economista-chefe do Glassdoor

Mas atenção

O minimalismo profissional não reforça a ideia — bastante repetida no mercado de trabalho — de que a Geração Z é preguiçosa ou mimada. O que está em jogo é outra coisa: depois de ver (e viver) jornadas exaustivas, burnout e abusos, essa galera escolhe um caminho diferente, mesmo quando ocupa cargos de liderança.

“Tendo crescido em uma era de criadores autônomos e carreiras flexíveis, os jovens de hoje estão construindo novos sistemas e tradições que priorizam a liberdade, a autenticidade e o propósito em vez de modelos antigos de sucesso. […] Pra Geração Z, o trabalho é parte da vida, mas nunca a vida inteira.”

Gabrielle Gambrell, diretora de comunicação do Hachette Book Group, ao Impact

O que prega o minimalismo no trabalho:
. Fazer além do necessário pode trazer mais prejuízos que benefícios.
. Priorizar a saúde mental ao invés do avanço hierárquico pode ser a melhor escolha.
. O trabalho não precisa ser o centro da vida, nem definir quem somos.