Ser CEO? Tô fora!
Pra grande parte da Geração Z, a ambição não é mais conquistar a sala da chefia, mas ter um trabalho que garanta equilíbrio e bem-estar.
Dandara Fonseca
Entrar em uma empresa, mostrar serviço, subir de cargo, ganhar mais, assumir uma posição de liderança…
É claro que esse ainda é o objetivo profissional de muita gente. Mas, pra cada vez mais jovens, sucesso é ter um trabalho que não prejudique a saúde mental, ofereça segurança e proporcione uma rotina equilibrada.
Esse novo jeito de olhar pra carreira já tem até nome: minimalismo profissional.


O que a Gen Z valoriza no trabalho (pra além da remuneração)
→ Horários flexíveis.
→ Volume de trabalho saudável.
→ Anywhere office.
→ Ambiente diverso e acolhedor.
→ Alinhamento com valores pessoais.
→ Segurança e estabilidade.
→ Férias remuneradas.

“A Geração Z está repensando o que significa ser bem-sucedido no trabalho. Eles não estão rejeitando a ambição, mas sim redirecionando-a pra carreiras mais sustentáveis, que priorizam a segurança financeira e a satisfação pessoal.”
Daniel Zhao, economista-chefe do Glassdoor
Mas atenção
O minimalismo profissional não reforça a ideia — bastante repetida no mercado de trabalho — de que a Geração Z é preguiçosa ou mimada. O que está em jogo é outra coisa: depois de ver (e viver) jornadas exaustivas, burnout e abusos, essa galera escolhe um caminho diferente, mesmo quando ocupa cargos de liderança.
“Tendo crescido em uma era de criadores autônomos e carreiras flexíveis, os jovens de hoje estão construindo novos sistemas e tradições que priorizam a liberdade, a autenticidade e o propósito em vez de modelos antigos de sucesso. […] Pra Geração Z, o trabalho é parte da vida, mas nunca a vida inteira.”
Gabrielle Gambrell, diretora de comunicação do Hachette Book Group, ao Impact
