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Sair é bom, ficar em casa é ótimo

Vai indo que eu não vou! Aqui, a gente explica por que tem tanta gente achando que curtir o seu canto é o melhor rolê. Se identifica?

The Summer Hunter Staff

Ficar em casa já foi sinônimo de tédio e isolamento, enquanto uma vida rolezeira era o termômetro da felicidade.

Hoje, se permitir curtir o seu espaço é resistência. E ocupa um novo lugar no imaginário coletivo — especialmente entre os mais jovens.

O prazer de não sair ganhou status de lifestyle desejável, documentado nas redes em várias trends. Por quê?

Diga ao povo que fico (em casa!):
 
35% dos adultos relatam menos vontade de sair atualmente, superando os níveis registrados durante a pandemia: 29% em 2020 e 23% em 2021
52% apontam a preferência pessoal como principal motivo pra ficar em casa.

Fonte: “The Desire To Stay at Home Surpasses Pandemic Levels, Here’s Why” (CivicScience)

Na trend

Culto ao JOMO: sigla em inglês pra “joy of missing out”, a alegria de perder algo.

#cozyathome: vídeos que relatam a delícia de estar em casa.

homebody: ficar em casa é o novo cool.

Rotinas de sábado: relatos sobre manhãs preguiçosas, sessões de skincare, faxinas meditativas etc.

Essa mudança de comportamento se conecta com valores contemporâneos, a exemplo do cuidado com a saúde mental, uma busca por desacelerar e a reivindicação da autenticidade: “meu tempo, minhas regras”. Ficar em casa deixou de ser visto como perda de tempo pra se tornar símbolo de autocuidado e prazer.

A vontade de ficar em casa tem a ver com o desejo de descansar e vai na contramão da produtividade a todo custo.
A casa como um novo centro estratégico:
·  	Lugar de trabalho.
·  	Introspecção.
·  	Hobbies.
·  	Descobertas na cozinha.
·  	Proximidade com pets.
·  	Rotinas de skincare.

Intimidade e conexões verdadeiras

Ficar em casa não quer dizer ficar sem companhia. Festas do pijama de adultos, karaokê e jogos de mesa se tornaram formas de se conectar com os amigos e também refletem o desejo de se afastar do mundo digital. Em meio a tanta dispersão, reunir a turma é um jeito lúdico de criar vínculos reais e resgatar prazeres simples.

A preferência por ficar em casa destaca uma mudança significativa de estilo de vida, sugerindo uma transformação permanente na forma como os consumidores se relacionam com serviços e produtos.

Fonte: Trecho do relatóroo “The Desire To Stay at Home Surpasses Pandemic Levels, Here’s Why” (InsightTrendsWorld)

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