The Summer Hunter, o lado solar da vida

Modalidade olímpica da vida adulta: revezamento de tretas

Quando você busca apoio, mas todo mundo ao redor também anda precisando.

Thais Cezare

O cenário é mais ou menos esse: 
Um amigo conta a bucha que está enfrentando. —> você também não anda bem, mas se ajeita por um tempo pra ajudar. —> chega a sua vez de falar o seu B.O. —> o outro se recompõe pra apoiar.
Se identificou?

Caos generalizado

A real é que todo mundo tenta manter a postura enquanto resolve incêndios internos, responde a prazos externos e enfrenta crises que não estavam planejadas. Existe um cansaço coletivo no ar e um desgaste que pode até não gritar, mas também nunca silencia. 

É fato: quanto mais o tempo passa, mais complexa a vida fica — e, inevitavelmente, os nossos problemas também.

Ok, ninguém anda 100% bem. Mas não faz sentido disputar quem está mais ferrado. 
Não existe prêmio pro maior esgotamento, pra maior frustração ou pra quem se sente mais perdido.
Sem vencedor 
Comparar sofrimento cria desconexão, quando o que a gente precisa é de acolhimento e da consciência de que cada um carrega o peso das próprias questões.

Apoiar alguém não significa ser forte o tempo todo. 

Em alguns dias, você sustenta. Em outros, precisa ser sustentado. Relações maduras são aquelas que entendem essa troca sem culpa e sem a contabilidade emocional de quem deu mais ou menos. No fim, cada um faz o que pode. 

Então me ajuda a segurar essa barra que é viver e crescer?

Também é preciso reconhecer que há momentos em que simplesmente NÃO ROLA oferecer ajuda. Nessas horas, o caminho é pedir desculpas e cuidar do próprio psicológico primeiro. 

“Ver-se diante de uma limitação não é sinal de ‘fraqueza’. A tentativa de dar conta de tudo o tempo todo faz a pessoa sofrer e, ao final, ela não se cuida e nem consegue cuidar do outro”

André Luís Masiero, psicólogo do Departamento de Atenção à Saúde da UFSCar, em reportagem de Simone Cunha pro VivaBem Uol