The Summer Hunter, o lado solar da vida

Quem tem medo da calça skinny?

Seja por conforto, seja por estilo, pra muita gente, o jeans justo no corpo passou de peça indispensável no armário a maior vilão da moda.

Manuela Stelzer

Brega, versátil, desconfortável, sexy, elegante… A lista de adjetivos que acompanha a calça skinny é tão longa quanto contraditória. Isso porque o modelo desperta diferentes (e intensas) emoções. 

No auge ou no fundo do poço, não importa: a peça sempre esteve — e talvez sempre estará — entre nós.

Momentos de glória 

Do início dos anos 2000 até meados de 2010, a calça skinny viveu seu auge. Era a queridinha dos looks de balada, do dia a dia e até do trabalho. Ganhou versões coloridas, rasgadas, brilhantes, de cintura altíssima… Naquele momento, “estar na moda” passava, quase sempre, por usar algo bem justo no corpo.

Viva o largão
Com o passar dos anos, e especialmente durante a pandemia, o interesse em peças mais soltas só cresceu. Segundo o Google Trends, a busca pelo termo “baggy pants” aumentou 460% entre 2020 e 2024, enquanto “camisa oversized” disparou e atingiu seu ponto mais alto desde 2004.

Beleza não dói

Quem realmente tem pavor da calça skinny é o pessoal que foge de qualquer sensação de aperto ou incômodo. Usar salto, roupa justa ou um tecido que pinica? Jamais. Pra essa turma, conforto é prioridade — o que não significa abrir mão da elegância ou de se sentir bem com o que está vestindo.

Mais do que conforto: principalmente pra Geração Z, o largo virou sinônimo de look estiloso.
Nem tudo é trend
Mesmo que a moda seja feita de tendências, muitas vezes cíclicas, com peças que ora estão em alta, ora caem no esquecimento, isso não significa que todo armário precise seguir essa lógica. 
A calça skinny é um ótimo exemplo disso: há quem tenha mantido as suas e as leve pra passear de vez em quando, sem medo de ser julgado pela lei “maria-da-moda”.
Nem tudo é trend
Mesmo que a moda seja feita de tendências, muitas vezes cíclicas, com peças que ora estão em alta, ora caem no esquecimento, isso não significa que todo armário precise seguir essa lógica. 
A calça skinny é um ótimo exemplo disso: há quem tenha mantido as suas e as leve pra passear de vez em quando, sem medo de ser julgado pela lei “maria-da-moda”.

Você ainda pode gostar:

→ Bolerinho

→ Pochete

→ Batas estampadas

→ Cintura baixa (ou muito alta)

→ Cropped

→ Boina

“Basta dar uma olhada na Internet pra se deparar com uma avalanche de regras que tentam nos convencer sobre o que é ‘ter bom gosto’. Vivemos em uma era de padronização: looks, penteados, poses iguais… Eu considero isso uma das coisas mais danosas na moda. Existem pessoas com repertórios estéticos e culturais diferentes e isso é maravilhoso.”

Anna Boogie, estilista e designer, em vídeo no seu perfil do Instagram

Autenticidade
As redes sociais adoram um bom manual de estilo, cheio de regras e dicas infalíveis. Mas moda também é sobre fazer do seu jeito. Não faz sentido vestir algo que deixa você desconfortável só porque está na trend — assim como não dá pra julgar quem ainda ama a calça skinny ou qualquer outra peça que divide opiniões.