Quem tem medo da calça skinny?
Seja por conforto, seja por estilo, pra muita gente, o jeans justo no corpo passou de peça indispensável no armário a maior vilão da moda.
Manuela Stelzer
Brega, versátil, desconfortável, sexy, elegante… A lista de adjetivos que acompanha a calça skinny é tão longa quanto contraditória. Isso porque o modelo desperta diferentes (e intensas) emoções.
No auge ou no fundo do poço, não importa: a peça sempre esteve — e talvez sempre estará — entre nós.


Momentos de glória
Do início dos anos 2000 até meados de 2010, a calça skinny viveu seu auge. Era a queridinha dos looks de balada, do dia a dia e até do trabalho. Ganhou versões coloridas, rasgadas, brilhantes, de cintura altíssima… Naquele momento, “estar na moda” passava, quase sempre, por usar algo bem justo no corpo.

Beleza não dói
Quem realmente tem pavor da calça skinny é o pessoal que foge de qualquer sensação de aperto ou incômodo. Usar salto, roupa justa ou um tecido que pinica? Jamais. Pra essa turma, conforto é prioridade — o que não significa abrir mão da elegância ou de se sentir bem com o que está vestindo.


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“Basta dar uma olhada na Internet pra se deparar com uma avalanche de regras que tentam nos convencer sobre o que é ‘ter bom gosto’. Vivemos em uma era de padronização: looks, penteados, poses iguais… Eu considero isso uma das coisas mais danosas na moda. Existem pessoas com repertórios estéticos e culturais diferentes e isso é maravilhoso.”
Anna Boogie, estilista e designer, em vídeo no seu perfil do Instagram
