The Summer Hunter, o lado solar da vida

Quem precisa de um amigo que concorda com tudo?

Um novo estudo mostra que a gente tem muito a perder ao apostar “relações” com uma inteligência artificial.

The Summer Hunter Staff

Estamos vivendo uma epidemia de solidão. Nesse contexto, tem cada vez mais gente recorrendo à inteligência artificial como um ombro amigo, pra “namorar” e até pra “fazer terapia”.

Mas o que a gente perde ao tentar estabelecer um “laço” com um robô?

Fast food emocional
Um novo estudo publicado pela British Columbia University, no Canadá, aponta que a IA pode até oferecer alívio momentâneo pra algum vazio sentimental. Mas, a longo prazo, tende a agravar a solidão. Ou seja, é uma espécie de “comida rápida social”: satisfaz na hora, mas não nutre.

Melhor amiga?

Uma IA não cancela em cima da hora, não deixa você no vácuo, não discorda e nem dá aquele toque desconfortável. Muito pelo contrário: responde, acolhe, elogia — sempre no tempo certo, sempre do jeito “ideal”. De certa forma, essa busca por um ombro amigo na IA responde a uma necessidade de relações mais fáceis.

Uma relação sem fricção é, de fato, uma relação?

O impacto invisível

A questão não é só tecnológica, mas emocional. Quando nos acostumamos com respostas agradáveis e rápidas, corremos o risco de passar a esperar o mesmo das pessoas reais. Só que os seres de carne e osso erram, atrasam, se contradizem, se irritam, criticam…

Uma amizade de verdade
Exige esforço.
Gera conflito.
Frustra.
Desafia.
Cresce com você.

Conforto ou fuga?

Se relacionar com uma IA pode até parecer acolhedor. Mas também é uma forma de se afastar do outro real e se acomodar em um universo sem conflito, sem rejeição, sem risco e sem profundidade.

Conforto ou fuga?
Se relacionar com uma IA pode até parecer acolhedor. Mas também é uma forma de se afastar do outro real e se acomodar em um universo sem conflito, sem rejeição, sem risco e sem profundidade.
Existe algo insubstituível no fato de saber que existe alguém do outro lado sentindo de verdade.