Quem precisa de um amigo que concorda com tudo?
Um novo estudo mostra que a gente tem muito a perder ao apostar “relações” com uma inteligência artificial.
The Summer Hunter Staff
Estamos vivendo uma epidemia de solidão. Nesse contexto, tem cada vez mais gente recorrendo à inteligência artificial como um ombro amigo, pra “namorar” e até pra “fazer terapia”.
Mas o que a gente perde ao tentar estabelecer um “laço” com um robô?

Melhor amiga?
Uma IA não cancela em cima da hora, não deixa você no vácuo, não discorda e nem dá aquele toque desconfortável. Muito pelo contrário: responde, acolhe, elogia — sempre no tempo certo, sempre do jeito “ideal”. De certa forma, essa busca por um ombro amigo na IA responde a uma necessidade de relações mais fáceis.

O impacto invisível
A questão não é só tecnológica, mas emocional. Quando nos acostumamos com respostas agradáveis e rápidas, corremos o risco de passar a esperar o mesmo das pessoas reais. Só que os seres de carne e osso erram, atrasam, se contradizem, se irritam, criticam…

Conforto ou fuga?
Se relacionar com uma IA pode até parecer acolhedor. Mas também é uma forma de se afastar do outro real e se acomodar em um universo sem conflito, sem rejeição, sem risco e sem profundidade.

