Quem é você quando o despertador toca?
Por que a gente insiste em recorrer à função soneca e quais os efeitos dela na qualidade do nosso sono.
Manuela Stelzer
A cama nunca esteve tão confortável e o travesseiro, tão macio. Você nem imagina que está sonhando quando, de repente… o despertador toca.
Pra muita gente, o instinto é apertar o modo soneca — qualquer coisa por mais nove minutinhos de sono, né? Mas quais são os reais efeitos, positivos e negativos, dessa decisão?
Um chorinho
Seja o botão que adia o alarme por alguns minutos, seja aquela sequência infinita de despertadores programados em intervalos curtos. Na prática, é a mesma coisa: uma forma de negociar com o sono quando o corpo pede um pouco mais de descanso.


“Por que colocar o despertador às 6h se você vai apertar a soneca até às 7h? É preferível que o indivíduo durma de uma forma mais contínua.”
Luciano Ribeiro, neurologista e médico do sono, em entrevista à Gama
Por que NOVE minutos?
As explicações são muitas. Alguns especialistas dizem que, com 10 minutos, entramos em um estágio mais profundo do sono. Outros lembram que, por limites técnicos dos primeiros relógios mecânicos, ciclos de 9 minutos eram mais fáceis de programar. Também há quem acredite que esse intervalo funcione como uma barreira psicológica: por ser menor que 10 minutos, torna mais fácil ceder à soneca sem culpa.

