The Summer Hunter, o lado solar da vida

Quem é esse famoso?

Alguém comenta sobre um @, você abre o perfil e descobre que aquele desconhecido tem milhões de seguidores. Afinal, o que é ser famoso hoje em dia?

Dandara Fonseca

Num mundo em que quase qualquer um pode ser uma celebridade, o conceito de fama nunca foi tão relativo. A prova disso são as pessoas que, apesar da legião de fãs, você poderia jurar que acabaram de ser inventadas.

Esse é apenas um dos sinais do declínio do mainstream.

Vivemos um momento em que todos podem ser conhecidos, mas quase ninguém é conhecido por todos.
Algoritmos hiperpersonalizados
É como se cada usuário tivesse acesso a uma internet diferente. Os feeds são moldados pelos nossos interesses, histórico de engajamento e bolhas sociais. Resultado: o que é gigante pra um grupo pode ser completamente invisível pra outro.

Fora que os algoritmos priorizam o que nos mantém online. Ou seja, importa menos o conceito de relevância ou o que está acontecendo no mundo, e mais o que garante nosso engajamento.

Comunicação em massa?

A TV aberta, o rádio e os jornais ainda mantêm seu valor, mas perderam força como definidores do que todo mundo vê. Se antes a cultura pop era formada por referências compartilhadas, hoje o público está pulverizado em diferentes plataformas: sites, redes sociais, podcasts… 

Descentralização do conteúdo
Qualquer pessoa com um celular na mão pode: produzir > publicar > viralizar > conquistar a “fama”.
Cada um na sua bolha
Fandoms, nichos, subculturas digitais, minitrends: ser famoso hoje é ser relevante pro seu público. E, muitas vezes, isso vale mais do que tentar falar com o país inteiro — porque gera identificação, profundidade e um tipo de conexão mais genuína.

Claro que ainda existem os grandes nomes que todo mundo conhece — que furaram bolhas e atravessaram gerações. Mas a fama, atualmente, é bem mais fragmentada, com celebridades que são referências, mas apenas para os seus universos.