The Summer Hunter, o lado solar da vida

Quanto mais velho, mais autêntico

A idade nos aproxima de quem realmente somos — inclusive das nossas excentricidades.

Manuela Stelzer

Seja por gostar de coisas que ninguém ao redor gosta, seja por ter manias difíceis de explicar, todo mundo já se sentiu deslocado em algum momento da vida — e a adolescência não deixa mentir.

Mas, com o passar dos anos, a gente vai parando de disfarçar o que tem de diferente, o desconforto de não se encaixar vai embora e tudo aquilo que parecia estranho vira só… você. 

Quem você queria ser

Na juventude, a gente vive “tentando se encontrar”: testa cortes de cabelo, estilos, hobbies e mil identidades possíveis. Mas o tempo vai deixando cada vez mais claro o que realmente faz sentido — e o que era apenas vontade de se encaixar.

Mais clareza sobre a própria identidade. > maior conforto e confiança na hora de expressar gostos e interesses. > menos comparação com os outros.

Mudar faz parte

Pode parecer que não, mas a personalidade continua mudando ao longo da vida — aos 50, aos 60, aos 70… E muitas das transformações são vantajosas: pesquisas mostram que a maturidade nos torna mais altruístas, confiantes e até bem-humorados. É hora de aposentar o estereótipo do velho ranzinza.

Esquisito também é sinônimo de:
. Único.
. Excepcional.
. Raro.
. Excêntrico.

“Se você tem um lado excêntrico, talvez as pessoas o apreciem mais do que imagina. Recentemente, eu estava em uma festa quando alguém me avisou que um dos convidados novos era ‘um pouco excêntrico’. Pensei: graças a Deus!”

Jancee Dunn, jornalista e autora da newsletter Well, do The New York Times

No lugar certo
Amadurecer é descobrir que nem todo mundo vai compartilhar os seus interesses. Quando a gente abraça a própria esquisitice, para de desperdiçar energia se encaixando onde não cabe — e fica mais fácil reconhecer nossa turma. É daí que surgem as relações mais genuínas e duradouras.