Primeiro você começa, depois melhora
Não tem jeito: ser ruim — ou mediano — faz parte do processo de aprender algo novo. Em vez de sentir vergonha ou desistir, que tal encarar o início com mais leveza?
Dandara Fonseca
Ninguém nasce sabendo.
Esse ditado popular é a mais pura verdade. A gente aprende tudo: a andar, a falar, a se virar no mundo.
Mas, chegando na vida adulta, parece que não temos mais o direito de evoluir devagar em uma habilidade. É preciso mandar bem logo de cara, como se fosse um dom.
Fala sério!
Sem espaço pra errar
Atire a primeira pedra quem nunca soltou um “não é pra mim” ou “não tenho talento pra isso” na primeira vez que tentou fazer algo novo. Em uma cultura que coloca o perfeccionismo em um pedestal, é difícil aceitar que, pelo menos por um tempo, você simplesmente não vai arrasar naquela atividade.

Arena digital
Esse processo se intensifica quando é compartilhado no coliseu moderno chamado Internet. Ao mesmo tempo em que pode inspirar outras pessoas a explorar interesses diversos e até dar um gás na própria vontade de aprender, um simples vídeo cantando ou fazendo qualquer outra coisa que você não seja muito bom pode atrair uma onda de hate.
Nos holofotes
As celebridades estão aí pra provar que evoluir sob os olhos do público não é fácil. No início da carreira, várias artistas pop enfrentam críticas — algumas construtivas, outras bem agressivas e mal-educadas — por não saber dançar, não ter amplitude vocal ou presença de palco.
E quer saber? Elas só melhoram porque erram e seguem tentando.


No fim, é sobre ter paciência com quem tá começando (desculpa, Susana Vieira). Seja essa pessoa você, ou qualquer outra.
E se, mesmo com o tempo, você não mandar bem em certa tarefa?
Sem problemas. Se ainda é algo que desperta prazer, não há motivos pra parar. A gente não precisa ser o melhor (ou mesmo bom) em tudo que faz. Agora, caso perceba que não curtiu, é só partir pra próxima.