Por que ler faz de você um amigo melhor
Quem passa horas dentro da cabeça de um personagem aprende a entender as pessoas ao redor.
Manuela Stelzer
Se engana quem vê alguém com a cara enfiada em um livro e logo imagina uma pessoa antissocial, distante e solitária. A leitura não compete com a vida social.
Pelo contrário: nos prepara pra ela. A ciência mostra que esse hábito nos torna pessoas mais empáticas, mais compreensivas — e amigos melhores.
Ficção versus realidade
Leitores assíduos encontram boas companhias nos personagens das histórias — que às vezes são bem mais interessantes do que muita gente por aí. Não por acaso, pesquisadores da Universidade de Buffalo, nos EUA, descobriram que vínculos com sujeitos ficcionais podem gerar uma satisfação semelhante à de se relacionar com pessoas de carne e osso.
Ler pra entender o outro
A capacidade de “se perder” em uma história de ficção e se transportar pra outro universo está diretamente associada a habilidades sociais como compreensão, interpretação e empatia. Isso porque as áreas cerebrais que usamos pra ler o comportamento das pessoas são as mesmas ativadas quando abrimos um livro.
Fonte: “The Neural Bases of Social Cognition and Story Comprehension”, da Universidade Iorque, em Toronto, Canadá


Mil vidas em uma só
Leitores de ficção podem, num dia, se infiltrar nos dilemas de uma adolescente em Nápoles nos anos 1950 e, no outro, conhecer a realidade de um menino do sertão cearense. A diversidade de experiências não só enriquece a criatividade como nos ensina a lidar melhor com as diferenças.

O que a leitura nos ensina:
→ Compreender histórias distantes da nossa realidade.
→ Conviver com contradições, erros e ambiguidades.
→ Ensaiar conversas difíceis da vida real.
→ Aprender a não julgar nem os livros nem as pessoas pela capa.