The Summer Hunter, o lado solar da vida

Por que amamos Eduardo Sterblitch e Tatá Werneck

Eles não precisam de roteiro, levam o nonsense ao limite e às vezes nem conseguem terminar a cena sem rir um do outro. E a gente não consegue parar de assistir.

Dandara Fonseca

Em E.T., programa que estreou em maio no Multishow, Eduardo Sterblitch e Tatá Werneck abusam de sua criatividade e capacidade de improviso pra criar esquetes com personagens absurdos que embarcam em situações mais absurdas ainda — em um formato que remete a produções como Monty Python e TV Pirata. 

Aqui, celebramos não só esses dois grandes humoristas, mas também o encontro entre eles.

Edu

Apaixonado por teatro desde os três anos, Luiz Eduardo Sterblitch Páschoa apresentou seu humor ao Brasil ao integrar o elenco do (polêmico) Pânico na TV, onde interpretou personagens marcantes, como Freddie Mercury Prateado. Ao longo da carreira, mostrou sua versatilidade em filmes, novelas e séries, além de comandar o próprio talk show.

Tatá

Carioca da Barra da Tijuca, Talita Werneck Arguelhes fez parte do elenco do Quinta Categoria, programa de improviso da MTV. Mas foi em 2013, com a personagem Valdirene, da novela da Globo Amor à Vida, que conquistou de vez o público. A partir daí, participou de diversos programas, filmes e, há nove anos, faz o Brasil inteiro rir com o seu talk show, o Lady Night.

Por que amamos Eduardo Sterblitch e Tatá Werneck

Mais que amigos, friends 
Parceiros de teatro de improviso, amigos de longa data e vizinhos, Edu e Tatá já se encontraram em vários projetos pontuais e protagonizaram Shippados, que estreou em 2019 no Globoplay. Na série de comédia, eles vivem Enzo e Rita, um casal cheio de neuroses que tenta construir um relacionamento em meio aos desencontros típicos dos tempos modernos.
De outro mundo

É nas esquetes de E.T. que a criatividade e a capacidade de improvisação da dupla chegam à máxima potência. Seja com personagens autorais, seja com imitações de figuras conhecidas, eles encenam situações que vão escalando de forma tão absurda que, muitas vezes, nem eles conseguem segurar o riso. Ainda bem.

“Como um acha o outro muito engraçado, só existe espaço pra criar e se divertir junto. Tínhamos certeza, inclusive, que o programa não ia virar.”

Eduardo Sterblitch, em entrevista ao Fantástico 

Deboche na medida certa

Eles ampliam os trejeitos, os vícios e as manias de personagens que a gente adora — e de outros que nos fazem arquear uma sobrancelha. Não à toa, Sandra Annenberg disse ter chorado de rir ao ver a imitação que Tatá fez dela.

Pura química 

Eles conhecem o tempo um do outro, sabem quando insistir numa piada e quando deixar o parceiro seguir sozinho, sem competir. Também entendem que nem toda graça precisa ser inteligente: às vezes, ela pode ser só muito boba.

“A gente queria voltar pra esse lugar de duas crianças brincando na chuva. Acho que meu maior prazer é fazer o Edu rir numa cena, desestabilizar ele. E o dele a mesma coisa.”

Tatá Werneck, em entrevista ao Fantástico 

Enquanto muita gente insiste em dizer que o politicamente correto acabou com o humor, eles seguem provando o contrário: é possível fazer rir sem ofender ninguém.