The Summer Hunter, o lado solar da vida

Por que a gente ama assistir reality shows

Entre críticas, postagens e maratonas de pay-per-view, o BBB 26 prova: acompanhar esse tipo de programa é quase um esporte nacional.

Manuela Stelzer

Depois de algumas edições menos envolventes, o Big Brother Brasil voltou a ser assunto quente dentro e fora das redes sociais.

A gente critica as dinâmicas, os participantes e as brigas homéricas por minúsculas causas? Sim. Mas também não resiste a um bom caos televisionado.

Aqui, os motivos que nos fazem amar — e odiar amar tanto — os reality shows.

Um pouco de tudo que o brasileiro ama:
. Melodrama das novelas.
. Cobertura 24 horas.
. Desafios de programas de auditório.
. Memes e mais memes.
. O poder de mudar o rumo das coisas.
Vida real 🤝 Paixão por torcer
Acompanhar gente como a gente em competições que atiçam nosso lado torcedor apaixonado é a receita perfeita pra disparar os índices de audiência e engajamento.
O prazer de julgar — sem consequências

Com discernimento e bom senso, é uma delícia analisar atitudes e falas alheias, imaginar o que você faria diferente (e melhor) e analisar estratégias como se fosse um especialista. Tudo isso do conforto do seu sofá, sem sofrer nenhum julgamento de volta.

Do seu jeito

Tem quem não perca uma edição do programa; tem quem acompanhe pelas redes, em perfis no Instagram e no X, ou até por grupos de WhatsApp e Telegram que enviam atualizações em tempo real. Não importa qual seu formato de consumo, é quase impossível ignorar completamente o assunto.

Paradoxo
A gente critica a exposição excessiva, a cultura do cancelamento e a superficialidade intrínseca aos reality shows. Mas vê, escancaradas na tela, disputas por validação, poder e afeto que também acontecem do lado de fora — e, às vezes, dentro de nós.

Se alienar: gostoso demais

Reality shows também funcionam como válvula de escape. Isso não significa deixar de se informar ou negligenciar notícias, mas se permitir um respiro. Não à toa, muita gente diz que as edições de 2020 e 2021 do BBB, em plena pandemia, foram as mais marcantes da história do programa. E vamos combinar: é o melhor dos guilty pleasures, né?

Um cardápio variado de opções
Tem reality que põe os participantes pra conviver com ex, procurar um par pra vida, disputar provas com a sogra, resistir à tentação de transar mesmo rodeado de possíveis flertes. Do experimento social ao caos romântico, a fórmula é a mesma: colocar as emoções sob pressão e testemunhar o que acontece.
Se você está assistindo BBB 26, você já: 
Imitou a Sol dizendo “Ah, se enxerga Ana Paula”.
Ficou levemente constrangido com a Gabizinha. 
Viu a Samira chorar.
Aprendeu alguma cantada com a Ana Paula.
Repetiu: “Galinha que acompanha pato acaba morrendo afogada”.