Não basta ser CEO, tem que ser triatleta
Como a performance esportiva se tornou um atributo desejável — sinônimo de foco, disciplina e resiliência — no LinkedIn.
Adriana Setti
A otimização extrema é o fio condutor de um estilo de vida orientado à performance, que tem a disciplina como seu maior atributo.

Esses são os pilares de um comportamento em ascensão identificado no relatório sobre tendências e insights do mercado esportivo, recém publicado pela agência Rahal/Sachs e a consultoria DEZON.
A era do CEO atleta

O esporte de alto rendimento é visto como um potencializador do desempenho no trabalho. Em reportagem publicada pela Forbes, por exemplo, executivos explicaram como correr uma maratona ajuda a desenvolver qualidades indispensáveis pra administrar uma empresa: flexibilidade, resiliência, determinação, foco etc.


“A Faria Lima está cada vez mais conectada ou com um comportamento aliado a alguma corrente religiosa, ou vivendo uma vida que é religiosa sem saber que é. [..] Eu não ajoelho mais na igreja, mas entro num balde de gelo, porque a provação é importante. Não subo mais a Igreja da Penha, mas corro uma maratona, faço triatlo. Tudo em nome da realização.”
Michel Alcoforado, antropólogo e fundador do Grupo Consumoteca, no podcast Desenrola
Desigualdade esportiva
Por outro lado, a Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que 31% da população global é insuficientemente ativa, um problema que afeta desproporcionalmente grupos marginalizados e reflete disparidades socioeconômicas e de infraestrutura.

O relatório publicado esta semana pela Rahal/Sachs e DEZON analisa, também, como a promoção de atividades físicas e o incentivo a hábitos saudáveis podem contribuir pra uma democratização real do bem-estar.

O estudo aponta que o futuro e as oportunidades desse segmento estão diretamente ligados à criação de espaços e práticas que promovam pertencimento e socialização, gerando benefícios concretos pra saúde física e mental.