Panela de pressão: melhor amiga ou bomba-relógio?
Unindo praticidade, rapidez e uma pitada de tensão, esse item presente em quase toda cozinha brasileira assusta muita gente. E você? Ama ou teme?
Dandara Fonseca
Usando apenas as leis da física, ela cozinha aquele feijão que levaria duas horas (ou mais) em menos de 30 minutos.
Mas o chiado constante pode despertar medo, especialmente em quem está começando a vida adulta. Sem contar que sempre tem algum conhecido que já testemunhou uma dessas explodir.
Qual é a da panela de pressão?

Invenção antiga
O primeiro modelo de panela de pressão foi criado em 1679, pelo físico francês Denis Papin. Chamado de “digestor a vapor”, era feito de ferro fundido, com tampa hermética e válvula de segurança pra liberar o excesso de vapor. No entanto, foi só a partir de 1938, quando o norte-americano Alfredo Vischer criou uma versão em alumínio, que o item começou a entrar nas casas pelo mundo.
Vapor e drama

Fechada hermeticamente, a panela retém o vapor gerado pelo aquecimento, aumentando a pressão interna. Dessa forma, a água ferve a mais de 100 °C — podendo chegar a cerca de 120 °C. O resultado? Os alimentos ficam prontos muito mais rápido, já que estão sendo cozidos em uma temperatura mais elevada que o normal.
Evitando acidentes

Nem tudo são aprendizados
Você já deve ter visto alguém tirar a pressão sacudindo a panela, jogando água por fora ou levantando a válvula com um garfo ou uma colher. Mas o jeito mais seguro é desligar o fogo, tirar a panela do fogão e esperar o pino de segurança baixar sozinho. Leva uns minutos a mais? Sim. Mas pense em todo o tempo que você já economizou.