Os rostos da Sapucaí
Um dos grandes palcos do Carnaval, o Sambódromo da Marquês de Sapucaí é cenário de um espetáculo que só poderia culminar na Praça da Apoteose.
The Summer Hunter Staff
A Marquês de Sapucaí é considerada a avenida sagrada do samba — e não sem motivo. É nesse espaço que, ano após ano, as escolas apresentam seus enredos, suas danças, suas cores e suas emoções.

É ali também que o Rio de Janeiro se revela por inteiro. No desfile, a cidade não é apenas cenário, é personagem. “O Brasil tem borogodó, e o Rio de Janeiro transborda isso em cada esquina: no jeito de falar, no sorriso fácil, na paisagem que mistura mar e morro e, principalmente, na forma como o povo transforma dificuldade em arte e celebração”, diz o fotógrafo carioca Rafael Catarcione, que, a convite da @adobebra, registrou o desfile.


Enquanto grande parte das câmeras se volta para os rostos conhecidos pela mídia e pra grandiosidade do espetáculo, com suas fantasias brilhantes e carros alegóricos monumentais, as lentes de Rafael têm outro foco.

Seu contato mais intenso com a Sapucaí começou em 2023, quando se tornou fotógrafo oficial da Prefeitura do Rio de Janeiro. “A partir do momento que entrei pro Carnaval, quis ser um fotógrafo que registrasse as pessoas que trabalham no barracão, as pessoas que de fato dão vida ao Carnaval, fazem a roda acontecer”, conta. Pra ele, esse é um momento em que muita gente sente orgulho da sua própria identidade diversa — e mostra que alegria também pode ser resistência.


“O Carnaval do Rio é muito mais do que uma festa popular: é a tradução vibrante da alma brasileira”, afirma.
Sobre o autor
Carioca, Rafael Catarcione é fotógrafo especializado em registrar shows e eventos. Há três anos, atua como fotógrafo oficial da Prefeitura do Rio de Janeiro, captando, entre outras cenas, as pessoas que transformam o desfile das escolas de samba do Rio em um dos maiores espetáculos culturais do Brasil. Também é videomaker e músico profissional.