The Summer Hunter, o lado solar da vida

O verdadeiro luxo é ter tempo livre

Em um mundo onde a maioria das pessoas precisa otimizar a rotina ao extremo pra pagar os boletos, ostentação é viver sem pressa.

Dandara Fonseca

Carros, mansões, roupas de grife, bolsas de luxo, joias. Esse ainda é o imaginário mais comum do que se entende como uma vida luxuosa.

Mas, em uma sociedade onde grande parte da população é obrigada a viver calculando os minutos pra dar conta de tudo, surge um novo símbolo de status: 

TER TEMPO LIVRE.

O valor do tempo

Se antes ostentar era exibir bens materiais, hoje é mostrar um estilo de vida sem amarras. Nas redes sociais, isso se traduz em pessoas cuja capacidade de ganhar dinheiro está diretamente ligada à forma como vendem essa estética de facilidade e leveza. 

O verdadeiro luxo é ter tempo livre
foto: matteo di iorio / unsplash

A sensação é de que elas têm tempo pra tudo o que você gostaria de fazer, mas não consegue: passar horas cuidando de si, ler vários livros por mês, se dedicar a diversos hobbies, viajar muito…

“O que vejo surgir agora é uma nova classe aspiracional: pessoas cujo valor não está atrelado ao que fazem, mas a como existem sem esforço.”

Eugene Healey, estrategista de marca australiano, em vídeo publicado no Instagram

A nova ostentação
·  	Autonomia total sobre sua agenda.
·  	Trabalhar de qualquer lugar (ou nem trabalhar).
·  	Horários totalmente flexíveis.
·  	Poder recusar jobs com base em qualidade de vida.
·  	Viver sem pressa.
Mas enquanto alguns monetizam a estética da leveza, a maioria vive na exaustão.

6 em cada 10 brasileiros afirmam não ter NENHUM momento de ócio ou tempo livre durante a semana.⁽¹⁾

43% da população relata viver na “velocidade 2x” pra conseguir dar conta das obrigações diárias.⁽²⁾

Fontes: Instituto Locomotiva⁽¹⁾ e Datafolha⁽²⁾

Nesse cenário, o desafio não é apenas sonhar com mais tempo livre, mas criar condições pra que ele seja acessível a mais pessoas: fim da escala 6x1, semana de 4 dias, uma divisão mais justa do trabalho doméstico e do cuidado, melhor infraestrutura de transporte etc.

Enquanto essas mudanças estruturais não acontecem, nos resta encontrar maneiras de valorizar o pouco tempo livre disponível: 

→ Dormir um pouco mais no fim de semana.

→ Reservar uma horinha pra caminhar ao ar livre.

→ Se permitir uma pausa pra um café sem pressa ou culpa.

→ Fazer algo só pelo prazer, sem transformar em produtividade.

Também vale observar se o tempo livre não está sendo consumido por atividades pouco intencionais, como horas de scroll infinito nas redes sociais.
Criar o hábito de reservar momentos de descanso e lazer na agenda pode ser um primeiro passo pra equilibrar melhor a rotina.