O verdadeiro luxo é ter tempo livre
Em um mundo onde a maioria das pessoas precisa otimizar a rotina ao extremo pra pagar os boletos, ostentação é viver sem pressa.
Dandara Fonseca
Carros, mansões, roupas de grife, bolsas de luxo, joias. Esse ainda é o imaginário mais comum do que se entende como uma vida luxuosa.
Mas, em uma sociedade onde grande parte da população é obrigada a viver calculando os minutos pra dar conta de tudo, surge um novo símbolo de status:
O valor do tempo
Se antes ostentar era exibir bens materiais, hoje é mostrar um estilo de vida sem amarras. Nas redes sociais, isso se traduz em pessoas cuja capacidade de ganhar dinheiro está diretamente ligada à forma como vendem essa estética de facilidade e leveza.

A sensação é de que elas têm tempo pra tudo o que você gostaria de fazer, mas não consegue: passar horas cuidando de si, ler vários livros por mês, se dedicar a diversos hobbies, viajar muito…
“O que vejo surgir agora é uma nova classe aspiracional: pessoas cujo valor não está atrelado ao que fazem, mas a como existem sem esforço.”
Eugene Healey, estrategista de marca australiano, em vídeo publicado no Instagram


6 em cada 10 brasileiros afirmam não ter NENHUM momento de ócio ou tempo livre durante a semana.⁽¹⁾
43% da população relata viver na “velocidade 2x” pra conseguir dar conta das obrigações diárias.⁽²⁾
Fontes: Instituto Locomotiva⁽¹⁾ e Datafolha⁽²⁾

Enquanto essas mudanças estruturais não acontecem, nos resta encontrar maneiras de valorizar o pouco tempo livre disponível:
→ Dormir um pouco mais no fim de semana.
→ Reservar uma horinha pra caminhar ao ar livre.
→ Se permitir uma pausa pra um café sem pressa ou culpa.
→ Fazer algo só pelo prazer, sem transformar em produtividade.
