O que os homens podem aprender com All Her Fault
Mais do que um suspense viciante, a nova série da Prime Video é uma reflexão sobre gênero e o trabalho invisível das mulheres.
Manuela Stelzer
All Her Fault é aquela produção impossível de largar: se você deu play no primeiro episódio, é provável que só consiga parar quando não tiver mais o que assistir.
Mas, além do mistério, das decisões eticamente duvidosas e das reviravoltas, a série também propõe questionamentos sobre as dinâmicas estruturais da nossa sociedade.
Aqui, a gente elenca alguns deles.

Tempo livre? Eu quero!
Toda mulher gostaria de uma tarde tomando milk shake e rolando o feed sem pretensão — enquanto alguém cuida das tarefas domésticas, das crianças e de tudo o mais por ela. Porém, adultas.

“Cuidar não é instinto. É responsabilidade aprendida — ou convenientemente delegada. Talvez a pergunta central da série não seja de quem é a culpa, mas por que seguimos aceitando que ela tenha sempre o mesmo gênero.”
Adilon Harley Machado, médico e psicanalista, em análise de All Her Fault em seu perfil no Instagram
O que é normal pro homem gera julgamentos pra mulher
Mulheres que priorizam a carreira ainda são julgadas socialmente por “delegar” a criação dos filhos a uma outra pessoa.
Tudo seria diferente caso a divisão de tarefas fosse realmente igualitária, desde o ponto de vista de políticas públicas (a exemplo da licença paternidade mais longa) até a rotina doméstica.

Seu trabalho não é mais importante
Todo adulto tem suas responsabilidades e afazeres profissionais. É hora de buscar a criança na escola e ambos estão presos em demandas de trabalho? Ok, discutam e encontrem juntos uma forma de se revezar. Não é dever apenas da mulher abrir mão do resto da vida em prol do cuidado.
