O que eu penso enquanto faço agachamento Búlgaro
Devaneios sobre o momento do treino que aciona o modo sobrevivência.
Adriana Setti
Um pé no chão, o outro apoiado atrás. Parece simples… até a primeira descida.
O agachamento búlgaro é um exercício unilateral: enquanto um lado do seu ser é submetido a uma tortura dos tempos da Cortina de Ferro, a outra vê a vida passar em um filminho.
O que você pensa enquanto desafia o equilíbrio, a força e a dignidade ao mesmo tempo?
Por que Búlgaro?
Durante a Guerra Fria, quando os esportes olímpicos serviam como demonstração da força dos ditadores dos países do Bloco do Leste, a Bulgária era uma potência do halterofilismo. E o nome do culpado era Angel Spassov (1941—2017). Treinador da seleção búlgara, ele revelou o (maldito) segredo da força hercúlea das pernas de seus atletas em artigo publicado na revista Muscle and Fitness, no fim dos anos 1980.

Mentaliza e desce:
→ Desenvolve o equilíbrio e a estabilidade.
→ Por ser unilateral, corrige desequilíbrios musculares.
→ Ativa o core.
→ Aumenta o controle neuromuscular.
→ Melhora a eficiência biomecânica.
A cada descida, um pensamento: “O seu eu de 80 anos levantando sem ajuda do vaso sanitário vai agradecer.”

