The Summer Hunter, o lado solar da vida

O passado era tão bom assim?

Filme queimado, CD riscado, mãe do date atendendo o telefone fixo… Nem tudo o que é nostalgia vale a rebobinada.

Fernanda Nascimento

É fácil dizer que “antigamente era melhor”, mas a verdade é que muito do que ficou no passado não merece tanta saudade. Sem celular, banda larga nem streaming, o perrengue também existia — só não era compartilhado nas redes sociais.

Aqui, trazemos algumas verdades que a nostalgia nos faz esquecer. 

O passado era tão bom assim?

Expectativa: Ir à locadora de vídeo e ter em um só lugar toda a filmografia do seu diretor favorito.
Realidade: Chegar às 21h32 de uma sexta-feira e ter que escolher entre American Pie 4 e um DVD riscado de O Chamado.

Ahhh, na época em que não existia celular dava pra curtir sem distrações… 

Mas quando seu amigo tinha um imprevisto de última hora você ficava duas horas plantado na praça de alimentação.

Expectativa: Tirar fotos espontâneas, levar pra revelar e ter um álbum lindo das férias.
Realidade: O filme queimou e só sobrou a memória — e a conta de um rolo de 36 poses pra pagar.

Papear no telefone tinha seu charme, mas e quando você precisava ligar no telefone fixo do amigo ou do date — e tinha que conversar longamente com sua mãe, sua avó ou quem quer que atendesse?

Expectativa:

Se reunir com a família pra assistir ao capítulo da semana da série do momento. 

Realidade:

Ter um compromisso no horário e receber todos os spoilers no dia seguinte — ou precisar esperar até 2 da manhã pela reprise.

Comprar um CD novo, apreciar o encarte e parar tudo pra ouvir do começo ao fim era lindo, mas às vezes significava economizar por dois meses pra gostar só das duas primeiras músicas.

Saudades pra quem?

. Descobrir na hora de devolver o DVD que a caixa estava vazia.
. Esperar desocuparem a linha telefônica pra usar a internet.
. Anotar o telefone do date e lavar a calça com o papel no bolso.
. Acabar o lado da mixtape na hora de gravar sua música preferida.