O hype da fé: Emaús
Antes de ser uma marca de roupa, a Emaús nasceu como uma ferramenta de apoio. Criada em 2015 pelo designer gráfico Tom Dias, 39, ao lado da esposa, Cibele, a marca destina parte da receita a missões cristãs em regiões vulneráveis. Camisetas, jaquetas personalizadas, toucas e calças, vendidas entre R$ 98 e R$ 498, funcionam… Ver artigo
Edson Silva
Antes de ser uma marca de roupa, a Emaús nasceu como uma ferramenta de apoio. Criada em 2015 pelo designer gráfico Tom Dias, 39, ao lado da esposa, Cibele, a marca destina parte da receita a missões cristãs em regiões vulneráveis. Camisetas, jaquetas personalizadas, toucas e calças, vendidas entre R$ 98 e R$ 498, funcionam também como extensão da mensagem que ele quer carregar: falar de Jesus sem precisar falar.
Quando e por que você criou a Emaús?
Criei em 2015, com minha esposa, Cibele. A ideia era gerar renda pra amigos em missões cristãs em lugares distantes. A marca nasce como ferramenta: vende produto, sustenta pessoas e carrega uma mensagem.
Como você define a sua marca?
É uma marca baseada em “caminho, verdade e vida”, com foco em mensagem, qualidade e atendimento. Não propõe uma leitura única de Brasil, porque o país é múltiplo demais pra isso.



Em que momento a fé ou o imaginário religioso começaram a fazer sentido no trabalho?
Quando quebrei financeiramente, pessoal e profissionalmente. Sou designer desde 2004 e insistia num caminho próprio. Em 2015, parei, revi tudo e voltei pro que acreditava.
“A camiseta é o outdoor. Eu quero que você saia na rua e fale sobre Jesus sem precisar falar.”
Tom Dias
Quando a religião vira roupa, estamos falando de fé ou estética?
A Emaús nasce da crença. A estética entra depois, como meio. A mensagem vem antes de qualquer decisão visual. A roupa comunica sem precisar de fala. Funciona como uma extensão da mensagem do cotidiano.
A relação dos jovens com a fé mudou nos últimos anos?
Ficou mais volátil. O jovem hoje tem muito acesso e pouca base, e isso aparece mais na estética e no consumo do que numa prática consistente. Meu papel é tentar levar o evangelho pra essa turma de um jeito cada vez mais popular.
