Nem tudo merece a sua atenção
Em meio a tanta informação, tanto “conteúdo” e tanta opinião, é preciso escolher não só o que consumir, mas o que ignorar.
Dandara Fonseca
Notícias sobre conflitos políticos mundo afora ao lado de fofocas de subcelebridades. Recomendações de séries, livros, filmes e artigos que você não pode deixar de consumir. Convites pra eventos e experiências que prometem transformar sua vida.
Com tantos estímulos e possibilidades, como entender o que realmente merece o nosso tempo?
“A riqueza de informação cria a pobreza de atenção.”
A frase foi escrita pelo economista vencedor do Prêmio Nobel Herbert Simon em 1971. A partir dos anos 1990, com a popularização da internet, ganhou força o conceito de economia da atenção: a ideia de que, em um mundo repleto de informação, esse se tornou um dos nossos recursos mais escassos e disputados.

Não quero nem saber
Se a atenção é um recurso limitado, fazer bom uso dela depende não apenas do que escolhemos acompanhar, mas também do que decidimos, intencionalmente, ignorar — o que alguns pesquisadores chamam de ignorância crítica. Isso não significa ser uma pessoa desinformada, mas entender que não dá pra ficar por dentro de tudo e, por isso, é melhor escolher em vez de seguir no piloto automático.


Outra pergunta importante:
eu realmente preciso dar minha opinião sobre esse assunto?
Pra além do digital
A lógica da ignorância crítica pode ser usada em outras áreas da vida, como pra entender onde você quer concentrar sua atenção e energia neste momento — trabalho, relacionamentos, estudos, viagens… É um alívio perceber que não dá pra priorizar tudo o tempo todo.