Não deixe o dominó morrer
Uma ode ao jogo cheio de estratégia que promove encontros entre gerações.
Dandara Fonseca
Pra muitos países latino-americanos, incluindo o Brasil, o dominó faz parte do cotidiano das ruas e das cidades: ele está presente em rodas que se formam em frente às casas, nas mesas de concreto espalhadas por praças e parques, em bares, confraternizações…
Aqui, a gente celebra o jogo de mesa mais social de todos.
De onde veio
A teoria mais aceita diz que o dominó surgiu na China, entre 243 e 181 a.C., criado por um soldado chamado Hung Ming. Na época, o jogo tinha 21 pedras, o número de combinações possíveis ao lançar dois dados. Os primeiros registros na Europa aparecem apenas no século 18, quando o jogo já possuía 28 peças, com a adição do zero.
O nome provavelmente vem da expressão em latim domino gratias (“graças ao Senhor”), repetida por padres europeus durante as partidas.

Enquanto jogamos dominó, é possível:
→ Encontrar (e fofocar sobre) pessoas do bairro.
→ Curtir a vida ao ar livre.
→ Debater assuntos que vão de política à religião.
→ Fazer amizades de todas as idades.
Fácil, só que não
A dinâmica é simples: conectar as suas pedras às das pontas da mesa pelo número igual. Quem ficar de mãos vazias primeiro vence. Mas dominó também é pura estratégia. Jogar bem requer observar todas as peças, deduzir o que o outro tem e tentar travar os caminhos.


Oi, quer jogar?
Com a solidão virando epidemia global, a vida em comunidade em baixa e a obsessão pela produtividade, o dominó funciona como um lembrete de que estar junto, se divertindo, importa. Às vezes, o que falta é só uma boa desculpa pra se reunir.