The Summer Hunter, o lado solar da vida

Guloseimas que dão saudade

Elas têm cara de casa de vó, gosto de infância e marcaram gerações. A gente ama — e queria algumas de volta.

Manuela Stelzer

Seja nas festas de aniversário dos coleguinhas, seja escondidos na despensa, os doces e as guloseimas da infância ainda moram no nosso paladar. 

Alguns seguem por aí, meio esquecidos em meio à onda gourmet. Outros, parecem ter sumido de vez.

Bora relembrar os sabores que, muito antes do fragola e do pistache, davam água na boca na hora da sobremesa?

Cadê a fruta que estava aqui?

Bombom de ameixa, bolo de abacaxi, figo e pêssego em calda, goiabada e outras compotas lembram de um tempo em que a fruta, bem trabalhada, era a estrela do docinho. 

Bom de qualquer jeito?
Se na sua versão salgada ele já é um hit, o milho verde mostra toda sua versatilidade quando aparece no suco, no picolé, na pamonha, na canjica, misturado com coco…
Bala de coco no papel crepom colorido: por décadas, a atração principal de qualquer aniversário infantil.
Ô saudade!
De um cajuzinho — que apesar do nome e do formato é um dos melhores doces de amendoim.
Do criativo olho de sogra.
Do tão característico mocotó.
Do suspiro com recheio molinho.
Do pingo de leite, mais perigoso que Bis.
Dos doces de batata-doce e de abóbora, a sobremesa que os marombas de hoje pirariam.

Diversidade

Há alguns anos, o doce vinha de muitos caminhos: fruta, milho, amendoim, até batata-doce. Com o hype de certos ingredientes, muitas receitas acabaram se limitando às mesmas combinações, e fizeram sabores únicos caírem no esquecimento.

Não tem problema nenhum gostar de pistache, fragola, ninho ou de outros clássicos gourmetizados de hoje. Tem muita sobremesa criativa e bem pensada feita com esses ingredientes.

Mas relembrar guloseimas antigas também é reviver uma época mais simples: quando os doces duravam mais que as trends das redes sociais.