The Summer Hunter, o lado solar da vida

FOMO de Ano Novo

Você realmente deseja estar naquele destino hypado ou só não quer ficar de fora?

Thais Cezare

Verdade seja dita: viajar dá trabalho – e mais no Ano Novo e épocas de festa.

Aeroportos lotados, passagens e hotéis inflacionados, destinos difíceis de chegar, uma mala com bons looks pra fazer: não basta tirar férias, tem que pesquisar, planejar, organizar, encaixar no orçamento e ainda fingir que está tudo perfeito no processo. É job que chama?

Um ano puxado… e mais uma maratona

Destinos de réveillon com festas que ocupam a madrugada inteira prometem resetar a mente e o mood, mas cobram caro dos corpos que chegam até lá já no limite da energia, esgotados depois de um ano que exigiu bastante. Às vezes, não é disso que a gente precisa. Bora assumir?

Sol forte
Álcool em excesso
Música alta por longas horas
Multidões em todo lugar
Muito estímulo social
Alimentação desregrada

Uma combinação que pode até desopilar da rotina, mas também esgota o físico.
Não é raro a gente voltar precisando de férias das férias depois do Ano Novo: com gripe, imunidade lá embaixo e sem energia antes mesmo de recomeçar.

Viciados em viver ou viciados em performar?

Enquanto isso, o feed mostra apenas closes: vídeos do nascer do sol, vibes indescritíveis no front e aquele biscoito de verão nos stories pra pescar o like do paquera da vez. O que não entra: a ressaca, o cansaço e a conta bancária muitas vezes quase no vermelho pra fazer essa viagem acontecer. 

Claro que existe o outro lado: às vezes, é exatamente dessa catarse que a gente precisa. Uma explosão que expurga o baixo astral e simboliza o recomeço. Mas nem sempre. E o segredo está em saber se ouvir.

Porque, afinal, cada ano é um — e não importa se você sempre foi do tipo que ama uma boa baguncinha na virada. Talvez agora o necessário seja silêncio e calmaria, poucos e bons.