The Summer Hunter, o lado solar da vida

Festa boa é festa com trenzinho

A história por trás dessa tradição, como ela se espalhou pelo mundo e a dúvida: ainda engaja ou é coisa do passado?

Dandara Fonseca

Festa rolando, galera na pista. Até que alguém resolve colocar a mão no ombro do sujeito à sua frente e sair dançando. Em poucos segundos, outras pessoas entram na brincadeira e, antes que você se dê conta, pimba! O trenzinho está formado.

Difícil de escapar — seja por empolgação coletiva, seja por pura falta de opção —, fácil de descarrilar. Há quem diga que esse momento está com os dias contados.  Você comemora ou já sente saudades? 

A origem de tudo
Por mais brasileiro que pareça, o trenzinho não nasceu aqui. Ele vem da conga line, dança popular de origem cubana inspirada em manifestações de rua que se formavam durante carnavais e outras festividades. Na versão clássica, as pessoas formam uma fila, seguem um líder e repetem passos simples.

Pelo mundo

O sucesso internacional veio entre as décadas de 1930 e 1950. Filmes clássicos de Hollywood, como Too Many Girls, de 1941, e musicais da época ajudaram a espalhar a conga line pelo mundo, associando a dança a uma imagem latina festiva e contagiante.

A partir daí, foi incorporada a casamentos, formaturas, festas de família e baladas — sempre como aquele momento em que ninguém fica muito preocupado com charme, pose ou coordenação.
Selo informal de qualidade
Tem quem diga que, se rolou trenzinho, a festa foi boa.
Concorda?

Coisa do passado?

Nos últimos anos, o trenzinho parece ter perdido espaço nas pistas — e, quando surge, quase sempre parte da iniciativa de alguém mais velho: pais, tios, avós ou aquela pessoa que já viveu muita farra. A geração mais nova até entra, participa, ri… mas raramente puxa.

Não quer deixar essa tradição morrer? 
A gente ajuda!
Dicas pra fazer um trenzinho de respeito:
O maquinista: escolha a pessoa mais animada do rolê pra liderar o trem.
Momento Ideal: do meio pro fim da festa, quando todo mundo já está solto — mas ainda em pé.
Trilha sonora: pode (e deve) ser atualizada. A única regra é ter uma faixa na qual é impossível ficar parado.
Interação: passe pelas mesas, convide quem está sentado e faça o trem circular.