The Summer Hunter, o lado solar da vida

Em um relacionamento sério com o cabeleireiro

Mal-entendidos, risadas, traição, término… cabe de tudo nessa relação.

Dandara Fonseca

Os mais desapegados podem até achar exagero. Mas, pra muita gente, cabelo — e quem cuida dele — é assunto sério. Alguém que respeite o “só as pontinhas”, acerte a tonalidade, não invente um repicado surpresa no meio do caminho…

Aqui, a gente destrincha essa relação baseada em confiança, expectativa e um leve medo.

Respiro na rotina

Deitar no lavatório e curtir a água quente rolar pelos cabelos é o prelúdio de um ritual que nasceu muito antes de inventarem o “autocuidado”. Sair de casa pra voltar com um visual novo e fofocas atualizadas não tem preço — mentira, tem sim, e é bom perguntar antes qual é.

Traição capilar: cortar o cabelo com outro profissional e depois viver em modo furtivo — online e na vida real —, com medo do antigo cabeleireiro notar.
Um exercício de confiança
Ir ao cabeleireiro também é abrir mão de um certo controle. Você explica, mostra referência, mas, no fim, a tesoura é sempre um risco. Pode ficar ótimo, pode não ficar como você imaginou. E talvez seja justamente isso que define essa relação.

Um drama: se mudar pra longe do cabeleireiro do coração e ter que sair por aí em busca de um substituto à altura. 

(Dependendo da distância, ainda vale o deslocamento.) 

Em um relacionamento tóxico

Nem sempre essa é uma parceria saudável. Às vezes, o profissional entrega um resultado impecável, mas zero simpatia. Ou o contrário: a pessoa é incrível, mas raramente acerta o que você quer. E ainda tem o preço, que estica, estoura, ultrapassa o salário mínimo… e você aguenta até onde dá. 

Pensar: “é só uma ajeitadinha, eu resolvo em casa”. 
E terminar pedindo socorro.