The Summer Hunter, o lado solar da vida

De onde vem o hype latino?

Parece que, de repente, todos os olhos se voltaram pra América Latina. O que despertou esse interesse? E mais: será que o mundo está realmente pronto pra nos ouvir?

Dandara Fonseca

Cantores latinos no topo das paradas globais, marcas apresentando nossa estética pro resto do mundo, filmes que contam a história dos países da região ganhando destaque nas maiores premiações…

Como disse Bad Bunny, agora, todo mundo quer ser latino. Mas por quê?

No novo episódio do The Summer Hunter Vozes, gravado na Soho House São Paulo, Carol Belingieri e Tiago Cunha, da consultoria de branding e inovação Alexandria Brasil, refletem sobre o assunto.

Um novo olhar

A América Latina sempre produziu cultura de qualidade. Tivemos (e temos) cantores, escritores, pintores e outros artistas incríveis. Mas, nos últimos anos, especialmente com a Geração Z, algo mudou: passamos a nos enxergar de outro jeito e, como consequência, o mundo também começou a nos perceber de forma diferente.

Novos tempos 
Poder global
Maior relevância como bloco no cenário mundial

 + 
Digitalização 
Democratização de discursos e ideias


= 

Autoestima melhorada
Hoje, somos nós que contamos a nossa própria história

“A gente não está mais tentando se traduzir. […] A América Latina que está se formando leva uma percepção da porta pra dentro, mas também pensa em como exportar sua imagem pra fora, mudando a maneira como se coloca e se apresenta pro mundo.

Carol Belingieri, CEO da Alexandria Brasil 

De um lado, o poder econômico:

O PIB da América Latina passou de US$ 2,29 trilhões em 2000 pra US$ 7,31 trilhões em 2024.

Do outro, o orgulho:

Segundo o Ipec, 83% dos brasileiros sentem orgulho de serem brasileiros. No México, esse número chega a 89%, de acordo com a Statista.

Passado e futuro
Do desejo de reescrever a própria narrativa nasce o que vem sendo chamado de latinofuturismo, movimento que homenageia e ressignifica aquilo que temos de diferente: as nossas raízes e conhecimentos ancestrais. Ao levar isso pro mundo, a gente não só cria um novo status aspiracional, como transforma essas referências em parte da cultura mainstream.

“É uma estética que resgata as nossas narrativas — a gente reconta essas histórias de um novo jeito. Ela também dialoga com a lógica do tempo: não é cafona, nem datada, nem velha. É completamente contemporânea.”

Tiago Cunha, diretor de estratégia, insights e inovação da Alexandria Brasil

Será que essa febre latina veio pra ficar? Como as marcas estão se adaptando a essas mudanças?

Ouça o novo episódio do The Summer Hunter Vozes na sua plataforma de áudio favorita e mergulhe mais fundo nessa conversa.