The Summer Hunter, o lado solar da vida

Como é bom ter uma casa com cara de casa

Você entra e imediatamente se sente abraçado — pelas lembranças, pela iluminação, pelos detalhes que fazem toda diferença.

Dandara Fonseca

Olhar pro lugar onde você vive e se reconhecer ali. Ou entrar no lar de alguém querido e enxergar aquela pessoa nas cores, nos móveis, nos objetos.

Além de refúgio, a casa também é um espaço pra se expressar. Mas, de uns tempos pra cá, muitas perderam personalidade: ficaram impessoais, como se a vida tivesse sido retirada delas.

Aqui, a gente declara nosso amor aos lares com identidade.

Sem sal

Recentemente, o cantor João Gomes contou em um podcast que desistiu de construir um imóvel em um condomínio de luxo porque as propostas eram todas modernas e “quadradas” demais. Nas redes, também são muitas as reclamações sobre casas que parecem clínicas médicas: mármore branco, móveis superminimalistas, leds embutidos por toda parte. 

Bonita? Talvez. Mas poderia ser de qualquer pessoa.

Tem coisa mais linda do que uma casinha colorida de vila? Ou qualquer espaço que exale cultura, memória e pertencimento?

Casa ou showroom?

O problema não é, necessariamente, o estilo. Não são os tons claros, o minimalismo ou o mármore branco. A questão é quando a vontade de parecer “chique” fala mais alto do que a própria identidade. Na busca por uma estética impecável, muita gente acaba abrindo mão do que faz sentido — e do que faz feliz — de verdade.

A gente ama uma casa que deixa à mostra de onde viemos, o que gostamos e o que escolhemos guardar.

Elementos que ajudam a ter uma casa com cara de casa
• Livros espalhados.
• Fotografias que não estão só no celular.
• Plantas de verdade crescendo.
• Uma poltrona preferida, já meio marcada.
• Objetos com história: de família, viagens ou garimpados.
• Iluminação quente.
• Discos dos cantores favoritos.
• Arte que emociona, não só preenche parede.
Casa de vó 
Elementos que habitavam a casa das nossas avós ou de outras pessoas mais velhas da família carregam uma sensação imediata de acolhimento: piso de caquinhos, filtro de barro, cristaleira cheia de histórias, banquinho de madeira… Detalhes simples e cheios de afeto.

Nem tudo precisa combinar. Às vezes, o tapete não conversa com o sofá — mas conversa com você. E isso basta.