Como é bom ter uma casa com cara de casa
Você entra e imediatamente se sente abraçado — pelas lembranças, pela iluminação, pelos detalhes que fazem toda diferença.
Dandara Fonseca
Olhar pro lugar onde você vive e se reconhecer ali. Ou entrar no lar de alguém querido e enxergar aquela pessoa nas cores, nos móveis, nos objetos.
Além de refúgio, a casa também é um espaço pra se expressar. Mas, de uns tempos pra cá, muitas perderam personalidade: ficaram impessoais, como se a vida tivesse sido retirada delas.
Aqui, a gente declara nosso amor aos lares com identidade.
Sem sal
Recentemente, o cantor João Gomes contou em um podcast que desistiu de construir um imóvel em um condomínio de luxo porque as propostas eram todas modernas e “quadradas” demais. Nas redes, também são muitas as reclamações sobre casas que parecem clínicas médicas: mármore branco, móveis superminimalistas, leds embutidos por toda parte.
Bonita? Talvez. Mas poderia ser de qualquer pessoa.

Casa ou showroom?
O problema não é, necessariamente, o estilo. Não são os tons claros, o minimalismo ou o mármore branco. A questão é quando a vontade de parecer “chique” fala mais alto do que a própria identidade. Na busca por uma estética impecável, muita gente acaba abrindo mão do que faz sentido — e do que faz feliz — de verdade.
A gente ama uma casa que deixa à mostra de onde viemos, o que gostamos e o que escolhemos guardar.

