The Summer Hunter, o lado solar da vida

Como criar meninos no mundo de hoje?

O que fazer diante de discursos que reforçam estereótipos de masculinidade e conteúdos que alimentam o ódio contra mulheres?

Dandara Fonseca

Criar um ser humano já é complexo. Criar um menino pra que ele se torne um homem livre, respeitoso, sensível e funcional fica cada vez mais desafiador.

No novo episódio do Desenrola, Dani Arrais, criadora da Contente e mãe do Martin, de 5 anos, e Ismael dos Anjos, jornalista, estudioso sobre masculinidades e pai do Francisco, de 12 anos, refletem sobre maneiras mais saudáveis — e atentas — de formar os filhos.

“Longe de mim dizer ‘nem todo homem’, mas categorizar os meninos como um problema não vai nos ajudar a rever a masculinidade. Temos que ficar muito atentas ao que a gente fala, porque esses meninos também estão ouvindo. É melhor que eles cresçam com escuta e acolhimento ou acreditando que não vai dar certo?”
Dani Arrais
Jornalista, cofundadora da plataforma Contente e mãe do Martin
Como criar meninos no mundo de hoje?

“Uma das coisas que eu tento fazer é fraturar essa noção única do que é ser homem, mostrar outras vivências e possibilidades. Meu filho convive com homens muito diferentes, todos admiráveis. E também tento ampliar seu repertório pra fugir da ideia que usa o feminino e o homossexual como limite, como borda.”
Ismael dos Anjos
Jornalista e documentarista, coordenador do filme O silêncio dos homens e pai do Francisco

Disputa de narrativas

Se por um lado crescem as discussões sobre feminismo e masculinidades plurais, por outro se amplia o acesso rápido a conteúdos que reforçam ideias distorcidas sobre o que é “ser homem” e a lógica de dominação sobre as mulheres. Muitas vezes, esses discursos  são direcionados intencionalmente a meninos adolescentes e pré-adolescentes.

Monitorar é importante. Mas estar presente, demonstrando atenção e interesse genuíno, é mais ainda.

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Esse papo continua no podcast Desenrola, disponível na sua plataforma de áudio preferida. Vai lá!