Como conviver com quem você não suporta
Nem sempre dá pra mudar de emprego, de casa ou de família pra evitar esse conflito.
Manuela Stelzer
A nova temporada da série Euphoria chegou rodeada de polêmicas: tretas entre elenco e diretor, clima tóxico nas gravações… Mas nada superou o mal-estar entre as atrizes Zendaya e Sydney Sweeney, que não conseguiram deixar suas divergências pessoais e políticas longe dos holofotes.
Conviver com pessoas que pensam diferente ou desafiam nossos valores nem sempre é uma escolha — e faz parte da vida em sociedade. Aqui, alguns caminhos pra ajudar nessa missão.

Não é só na sua vida
Os irmãos Gallagher nunca superaram suas diferenças no Oasis. Mick Jagger e Keith Richards passaram décadas se estranhando no palco. Nos bastidores da série Grey’s Anatomy, teve tanta briga que rendeu até um livro — sem falar em casos brasileiros como o climão entre Cauã Reymond e Bella Campos na novela Vale Tudo.
Se nem quem é muito bem pago pra conviver consegue evitar o conflito, fugir raramente é opção. A pessoa que você não suporta pode ser o vizinho de baixo do seu tão sonhado apartamento, o colega de emprego que você se desdobrou pra conseguir, um familiar próximo ou o amigo de um amigo que você ama.
O mínimo
Quando resolver as diferenças parece impossível, a próxima saída é torná-las mais suportáveis. Isso não significa gostar, aprovar ou concordar com as opiniões e ideais da outra pessoa. O melhor jeito de viabilizar a convivência — quando não é possível driblá-la — é cumprir com as obrigações de civilidade e manter a relação em uma distância segura.

“O que eu preciso desenvolver em mim pra que eu seja capaz de lidar com essa pessoa até que eu possa não ter que conviver mais? Muitas vezes, um relacionamento que faz mal pode prejudicar a nossa saúde mental. E aí você precisa se perguntar: até onde vale a pena?”
Alana Anijar, psicóloga, no podcast Psicologia na prática

Bandeira branca
Às vezes, a única solução é sair de cena. Quando a convivência começa a afetar sua saúde e transforma o dia a dia num inferno — mesmo depois de tentativas de diálogo e conciliação —, talvez seja a hora de procurar outro caminho.