The Summer Hunter, o lado solar da vida

A bateria social do brasileiro é infinita?

De farra, festa e convívio a gente entende bem. Principalmente no verão, quando quase nada é obstáculo pra sair de casa.

Manuela Stelzer

O estereótipo do brasileiro que topa qualquer rolê e está sempre animado pra sair tem suas exceções, claro. Mas não dá pra negar que, especialmente na estação mais quente do ano, a agenda de muita gente é preenchida por confraternizações, festas e vários outros encontros. A nossa bateria social realmente dá conta de tanta interação? 

O brasileiro não marca um rolê, ele encaixa: café com aquele colega das antigas, almoço com amigos da faculdade, happy hour com a galera do trabalho e por aí vai.

“Dou uma passadinha, sim!”

É com essa frase que a gente vai empilhando promessas de marcar presença em diferentes eventos, mas todos nós sabemos: o “passar pra dar um oi” nunca é um oi.

E na hora de ir embora…

Dar tchau é um processo longo. A despedida é anunciada, mas aí chega aquele atrasado que você não via há tempos, alguém puxa um papo interessante, a galera resolve acompanhar até o carro, uma fofoca quente é trazida pra roda. Quando você percebe, lá se foi mais uma hora.

Nosso jeitinho combina com o verão: os dias são longos, qualquer convite pra sair é atraente, sempre dá pra ficar mais um pouco e o after é uma certeza.
Mas toda bateria social tem fim, até a do brasileiro.

Um estudo da Universidade do Kansas, nos Estados Unidos, afirma que uma “nutrição social equilibrada” é essencial pra alcançar o bem-estar. Ou seja, precisamos de interações de qualidade com outras pessoas, mas passar um tempo a sós também é fundamental pra nossa energia social não escorrer pelo ralo. 

Descansar é preciso

→ Nem toda ausência é desinteresse.

→ Se for exclusivamente pra agradar os outros, melhor repensar.

→ Negar um convite não é sinal de antipatia.

→ A exaustão é real — mesmo em culturas expansivas.

→ Estar junto é bom, mas reservar um tempo pra si é necessário.