The Summer Hunter, o lado solar da vida

As melhores coisas que a gente traz de uma viagem não cabem na mala

Uma conversa boa na fila do ponto turístico, o sabor de um prato que você nunca tinha provado, a playlist que acompanhou a turma… Isso, sim, dura.

Manuela Stelzer

Tem souvenir de viagem que é clássico: o ímã de geladeira, uma pulseira comprada meio no impulso ou o artesanato frágil demais pro trajeto. A gente sempre volta pra casa com a mala mais pesada do que foi, mas não são essas coisas que realmente ficam na memória.

Lembra daquele dia?

Não há maneira melhor de criar boas memórias com alguém do que em uma viagem. Na volta, é uma delícia relembrar as histórias nos seus mínimos detalhes — desde perrengues que viraram piada até paisagens que valeram cada centavo investido.

O celular fica lotado de registros. Alguns vão parar no porta-retrato, mas a maioria permanece esquecida na nuvem ou ocupando espaço de armazenamento. Até bater aquela saudade que faz a gente olhar cada foto e assistir a cada vídeo pra sentir um pouquinho do que viveu.

Guardado lá no fundo

Nossos sentidos estão muito ligados à memória. Já reparou que, às vezes, um cheiro específico te leva direto pra cozinha da sua avó na infância ou pra um mercado que você conheceu em algum lugar do mundo? Temperos, pratos, frutas, bebidas… As coisas novas que provamos em nossas andanças podem virar uma lembrança completa, com data, hora e lugar.

Aquela canção que estava tocando em todos os bares da cidade ou que você ouviu no repeat durante a sua viagem dos sonhos: tem trilha sonora que continua ecoando na cabeça por muito tempo.

Viagem no tempo

Como a música acende várias áreas cerebrais ao mesmo tempo, incluindo as relacionadas à memória e às emoções, ela é codificada como uma “experiência rica”. Isso significa que, pra além do som, registramos sensações, imagens e pessoas que estavam presentes no momento do play — e daí vem a sensação de ser transportado de volta pra aquele cenário.

Fonte: “How Music Resonates in the Brain”, da Harvard Magazine e “Why does music bring back memories? What the science says”, do The Conversation

“Por trabalhar com música, meu ouvido está sempre ligado. Nas minhas viagens, seja pro Japão, seja pro sertão brasileiro, fico garimpando faixas dos artistas daquele lugar ou que a galera consome. Aí monto playlists e compartilho com os amigos. A música funciona como um souvenir que posso ouvir depois e relembrar cada detalhe da viagem.”

Paulo Sattamini, fundador e diretor de criação da Tecla Music

Dica boa
Por Jean Tranjan, gerente de curadoria da Tecla Music

Alguns aplicativos de identificação de música, como o Shazam, têm um recurso automático que funciona em segundo plano escutando o que está tocando no ambiente. Você pode ligar na hora que entrar em um bar, restaurante ou loja com música boa, e criar uma playlist depois. Só cuidado pra não ficar sem bateria.

Gosta de garimpar músicas nas suas viagens?

Então ouça a playlist Veio na Mala no Spotify do The Summer Hunter, com curadoria da Tecla Music.