The Summer Hunter, o lado solar da vida

Aquele bom e velho restaurante

A gente ama comer em lugares que são uma viagem no tempo — e selecionou alguns dos nossos favoritos pelo Brasil.

Fernanda Nascimento

Eles não têm prato feito pra instagramar, cardápio minimalista nem garçons e clientes disputando o título de mais cool. Mas têm comida boa sem invencionice, equipe eficiente e aquele charme de uma decoração que parou na estética de décadas atrás. 

Aqui, listamos lugares antigos que são um alívio numa cena gastronômica com tantos estabelecimentos bonitinhos, moderninhos e, muitas vezes, ordinários.

São Paulo

Churrasqueto
“Vou querer o galeto”, diz a cliente. “O frango?”, esclarece o garçom. Em seguida, pega o pedido, some entre as mesas do salão revestido de madeira escura na República e volta pra trazer o que interessa: frango, vinagrete, arroz, feijão. 

O Gato que Ri
Se você não sorri ao ver o gatinho na fachada do restaurante do Largo do Arouche, sentimos muito, mas tem algo errado com você. Desde 1951, oferece comida de cantina paulistana, com massas, polpetones e parmegianas. Às quartas e sábados, tem feijoada.

Leiteria Ita
Tiktokers já descobriram esse restaurante de visual parado no tempo num endereço de nome idem: rua do Boticário. Mas quem serve “comida caseira desde 1953” não se abala. Segue preparando pratos feitos e rabiscando a conta direto no balcão.

Belo Horizonte

Cantina do Lucas — No térreo do edifício Arcângelo Maletta, no Centro, já foi ponto de encontro de Milton Nascimento e outras personalidades. O cardápio vai dos clássicos mineiros, como lombo com tropeiro, aos internacionais, como peixe à belle meunière.

Bar do Careca — Aberto em 1983, é famoso pelo bom tempero da roça do fundador, Orcinio Gonçalves Ferreira, o Careca. Entre as especialidades servidas no bairro do Cachoeirinha, dobradinha com feijão branco, feijão tropeiro e outras maravilhas da comida mineira.

Já ficou com água na boca?
A lista dos clássicos que a gente ama faz parte da
REVISTA DO THE SUMMER HUNTER

Recife

Leite — O Brasil ainda não era República quando o restaurante foi aberto, em 1882. O casarão recém-reformado que já recebeu Simone de Beauvoir e Juscelino Kubitschek segue servindo clássicos como filé à Chateaubriand e bacalhau espiritual. De sobremesa, cartola.

Rio de Janeiro

Shirley
O pequeno restaurante no Leme foi fundado por imigrantes espanhóis em 1954 e recebeu o título de patrimônio cultural do Rio de Janeiro em 2025. Especializado em peixes e frutos do mar, que ficam expostos em um balcão envidraçado.

Bar Ocidental (Beco das Sardinhas)
No trecho da rua Miguel Couto, no Centro do Rio, conhecido como Beco das Sardinhas, serve “frangos marítimos” (sardinha espalmada frita) e outros comes desde 1956, quando foi aberto por imigrantes portugueses. As mesas do lado de fora são disputadas no happy hour.

Velho Adonis
Famoso pela cozinha portuguesa, foi aberto em 1952 (e chegou a fechar brevemente em 2019). Em Benfica, já ganhou prêmio de melhor chope e melhor bolinho de bacalhau. Também tem pratos como galinha ao molho pardo e cozido.

Curitiba

Maneko’s — No Centro, é famoso por pratos como o gigante parmegiana de carne e rabada. Chope, balcão de fórmica, estante com garrafas expostas, mesas cobertas por plástico azul, equipe sorridente e uniforme com gravata borboleta completam o combo.

Ervin — Desde 1950 num imóvel de esquina no Centro Cívico, é a churrascaria mais antiga de Curitiba. Tem modernidades, como cardápio no tablet, mas se mantém firme no serviço à la carte. Pra comer uma picanha ou alcatra com acompanhamentos clássicos como maionese de batata, salada de cebola e tomate.

Gostou?

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