Estamos vivendo um apagão sexual?
Os jovens de hoje estão transando menos do que, pelo menos, as últimas duas gerações. O que explica esse fenômeno?
Dandara Fonseca
Pesquisas no Brasil e no exterior sugerem que o sexo não anda exatamente no auge da popularidade. Em diferentes países, a frequência de relações vem caindo entre a Geração Z.
Afinal, por que o sexo tem perdido espaço na vida das pessoas?

It’s a match!
Contrariando as expectativas, os apps de namoro nem sempre tornam a vida sexual mais simples — e, às vezes, até complicam. Diante de tantas possibilidades de parceiros, fica fácil cair numa busca infinita por alguém mais bonito, interessante, com o gosto musical certo, que não compartilhe memes constrangedores e por aí vai.

“As mulheres não faziam sexo casual antigamente. Por isso, essa estrutura ainda é muito masculina, racional, objetiva. Às vezes, elas consentem porque não tem outra opção. […] Já os homens se veem obrigados a transar mesmo sem vontade, porque aprenderam assim. E aí vão rolando as transas ruins.”
Ana Canosa, psicóloga clínica, terapeuta sexual e educadora em sexualidade, ao podcast Desenrola
Sem tempo irmão
Para as novas gerações, estudar e estabelecer uma carreira são prioridades que costumam estar à frente de sair pra conhecer alguém e fazer sexo. Em meio a rotinas cansativas, também é comum chegar ao fim do dia com uma única intenção: descansar.

Libido? Oi?
Como sociedade, nunca estivemos tão ansiosos e depressivos, o que pode fazer com que o desejo sexual fique em baixa. Ana Canosa também afirma que o uso mais intenso de antidepressivos e o excesso de álcool e de certas drogas psicoativas ajuda a reduzir o número de transas.
É ruim que a gente esteja transando menos?
Não necessariamente. Em muitos casos, priorizar qualidade faz mais sentido do que quantidade. Ainda assim, se a vontade é fazer mais sexo, vale pensar em pequenos ajustes de rotina, tempo e intenção.
