Aceitar a morte pra celebrar a vida
O que muda quando a gente sabe que o nosso tempo está se esgotando?
Dandara Fonseca
A gente costuma fazer de tudo não só pra esquecer da morte, mas pra acreditar que ela está sempre distante.
E quando não dá mais pra evitar esse encontro?
No novo episódio do Desenrola, nosso podcast, o advogado e turismólogo Tiago Pitthan, que resolveu organizar seu velório em vida depois de ser diagnosticado com um câncer em estágio terminal, fala sobre o que acontece quando somos obrigados a encarar a finitude de frente.

Tiago perdeu o pai em 2024, pouco tempo após a descoberta de seu câncer. Durante o velório, enquanto ouvia as pessoas relembrarem boas histórias vividas ao lado dele, decidiu que estaria presente na sua própria despedida. O evento vai acontecer no dia 30 de maio, em Campo Grande (MS), capital onde mora desde criança — com direito a cerveja e hambúrguer em sua homenagem.


“Esses dias, uma pessoa me perguntou: ‘Como é estar morrendo?’. E eu respondi: ‘Me diga você — ou você acha que é imortal?’. Todos nós estamos morrendo. Eu só tenho a certeza de que vou mais rápido que a maioria dos meus conhecidos.”
Tiago Pitthan, advogado e turismólogo
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Esse papo continua no podcast Desenrola, disponível na sua plataforma de áudio preferida. Vai lá!