The Summer Hunter, o lado solar da vida

Aaatchimmm (saúde!)

Diga-me como espirras e te direi quem és.

Fernanda Nascimento

Provavelmente ninguém ensinou você a espirrar antes que o primeiro jato de ar saísse da sua boca. Mas, se ele veio acompanhado de um “atchim”, não dá pra colocar a culpa só na natureza. 

Esse som a gente aprende: não é igual pra todo mundo, muda de país pra país e tem quem nem faça barulho. Aqui, contamos como o espirro pode revelar mais sobre você do que qualquer um poderia supor.

Psicologia de lenço

Em um estudo conduzido por uma marca de antialérgicos nos EUA, a especialista em linguagem corporal Patti Wood chegou a uma conclusão: a maneira como você espirra reflete a sua personalidade. Aqueles mais altos e espalhafatosos costumam sair de pessoas carismáticas. Já um som contido e discreto pode indicar alguém que evita conflitos ou não gosta de chamar atenção.

Atchim! Um espirro diz mais do que imaginamos
Japoneses espirram “hakushon”. Russos, “apchkhi”. Alemães, “hatschi”. Poloneses, “apsik”. 

Ou seja: esse não é um som universal, mas sim uma reprodução do vocabulário fonético da própria cultura. Prova disso é que pessoas que nascem surdas costumam espirrar sem “atchim”.

“No espirro, o som quase sempre é aquele que a gente escreve no papel: Ah-choo. Quase sempre. Pessoas surdas não fazem esse som. Nada do ‘aahhh’ adicionado na inspiração nem aquela bobagem do ‘choo’ na hora em que o espirro sai. Não precisa. O espirro é o que deveria ser: algo que simplesmente acontece.”

Charlie Swinbourne, jornalista, em post no The Limping Chicken, plataforma sobre a comunidade surda

Não se reprima

A contração do diafragma, o ar expelido a 160 km/h, os olhos que fecham sozinhos… Tudo isso é fisiológico — e segurar o espirro pode, sim, fazer mal pra saúde. Quem cresceu sendo ensinada a não incomodar sabe o que isso significa: segundo um estudo norte-americano conduzido pela Benadryl, 32% das mulheres têm o hábito de conter esse impulso em público.

Quem tem medo de espirro?

O “saúde” que você fala no automático pra um estranho no metrô existe há mais de mil anos. Historiadores acreditam que esse protocolo nasceu na Idade Média, quando a peste estava matando gente e o espirro era um dos primeiros sintomas.

A ameaça passou, mas você pode continuar desejando bênção pro colega com rinite.