A história do wellness
Criado há quase 70 anos, esse conceito vem se reinventando, acompanhando as transformações culturais, sociais e emocionais de cada época.
Dandara Fonseca
Nos últimos anos, o wellness deixou de ser apenas sobre bem-estar e saúde. Virou estilo de vida, indústria, performance e, mais recentemente, produto.
Agora, dentro de um contexto em que tanta gente sente falta de conexão real, esse conceito começa a se cruzar com outro: o social.
.No novo episódio do The Summer Hunter Vozes, gravado durante um talk no Aurora Festival, Ricardo Moreno, do The Summer Hunter, e Marcella Brito Franco, cofundadora da ACE Post-Consultancy e autora de uma pesquisa extensa sobre a origem do wellness, conversam sobre o assunto.

1959
Dez anos depois da OMS definir saúde como um estado completo de bem-estar — físico, mental e social — e não apenas a ausência de doença, o estatístico norte-americano Halbert L. Dunn usa pela primeira vez o termo “wellness”. Ele o descreve como um “método integrado de funcionamento”, baseado em corpo, mente e espírito.


1976
Bill Hettler, médico norte-americano considerado o pai do wellness, desenvolve um modelo que amplia o conceito. Em vez de focar só em corpo, mente e espírito, ele propõe seis dimensões interligadas: física, emocional, intelectual, social, espiritual e ocupacional. A partir daqui, o tema começa a ser mais estudado e aplicado em diferentes áreas, e a dimensão social ganha relevância.

1990
A dupla saúde e bem-estar começa a ganhar espaço na comunicação e no cotidiano, especialmente entre as classes sociais mais privilegiadas. É aqui que se inicia o movimento em direção ao wellness como estilo de vida aspiracional, tendência que, anos depois, seria amplificada pelas redes sociais e transformada em performance.


O lado social
Em meio à epidemia de solidão que vivemos atualmente, o que ganha força é o social wellness, conceito que une bem-estar individual e conexões interpessoais. Esse movimento aparece em vários lugares: academias que acordam rebatizadas de clube de social wellness, festivais de corrida que se definem como eventos de bem-estar social… tudo agora vem com essa promessa.
“Mas não basta fazer um grupo de corrida, um evento de banho de gelo. O que importa, o que está em jogo aqui, são os vínculos. Não adianta todo mundo sair correndo junto e ninguém conversar, continuar sem fricção. É do atrito que saem as coisas.”
Marcella Brito Franco, cofundadora da ACE Post-Consultancy e idealizadora do BAM São Paulo
Que outras reflexões surgem a partir dessa história?
Ouça o episódio completo do The Summer Hunter Vozes sobre o assunto e se aprofunde na discussão.