A gente faz festa porque a vida é difícil, não porque ela é boa.
No Brasil, a festa não é exceção, e não porque a vida seja fácil — mas justamente o contrário. No novo episódio do Desenrola, o professor e historiador Luiz Antonio Simas reflete sobre a nossa disposição quase teimosa de celebrar.
Dandara Fonseca
O Carnaval que dura quase até a Páscoa, os festejos juninos, o Bumba Meu Boi, o Festival de Parintins, as tantas celebrações pra orixás, santos e outras figuras religiosas… No Brasil, a festa não é exceção.
E não porque a vida seja fácil — mas justamente o contrário. No novo episódio do Desenrola, nosso podcast, o professor e historiador Luiz Antonio Simas reflete sobre a nossa disposição quase teimosa de celebrar.

Do pecado ao lucro
A festa sempre pertenceu às ruas, mas isso está cada vez mais ameaçado. São três tipos de ataque: o moral, que define a celebração como lugar de pecado e perigo; o da “ordem”, que tenta enquadrar e controlar; e o mais complexo, o mercadológico — quando a festa é capturada pela lógica da financeirização da vida.

É na festa que os corpos se encontram, se enroscam, vivem juntos.

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