The Summer Hunter, o lado solar da vida

A filosofia Teranga

Uma palavra em wolof que une o Senegal e expressa acolhimento, generosidade e hospitalidade. Conheça essa história pelas fotos de Bruno Jungmann.

Ricardo Moreno

De barco, van, carro e avião, o fotógrafo pernambucano Bruno Jungmann percorreu o Senegal de norte a sul em um périplo de 11 dias: da histórica Saint-Louis à energia inesgotável de Dakar, passando pela exuberante Casamansa.

Independentemente da região, há uma palavra em comum neste país da África Ocidental, banhado pelo Atlântico: teranga.

A filosofia Teranga

Trata-se de uma expressão em wolof, o idioma mais popular do Senegal, compreendido por quase 90% dos cerca de 19 milhões de habitantes. Embora o francês seja a língua oficial, o wolof domina o cotidiano e expressa a identidade nacional. Teranga significa acolhimento, generosidade e hospitalidade — mais que uma palavra bonita, é uma filosofia de vida que faz qualquer pessoa, local ou visitante, se sentir parte de algo maior.

Ele registrou a pesca que sustenta boa parte da economia, os rituais populares, os esportes mais praticados (futebol e luta senegalesa), a arquitetura que mistura tempos e referências, os mercados públicos e a rotina do povo.

Essa foi sua primeira imersão documental internacional — o início de uma vontade antiga: pisar na África e enxergar de perto sua enorme influência sobre o Brasil, da música à fé, da comida aos modos de viver. A ideia é que seja apenas o começo. “Há muitas histórias nessa ponte Brasil–África esperando pra serem contadas”, diz.

Sobre o autor

Bruno Jungmann começou fotografando a natureza pra registrar suas viagens e depois se aprofundou na fotografia documental e etnográfica. Inspirado por uma família ligada à arte e à cultura, retrata o protagonismo popular com empatia e pesquisa prévia, buscando captar a essência do povo brasileiro — e agora também de outros lugares do mundo.