Desenrola, episódio #85 – A ficção pode salvar a humanidade?
Uma pausa, um respiro, um mundo novo… São muitos os benefícios de ler histórias escritas por outras pessoas. Mas será que esse tipo de narrativa precisa — ou pode — ser uma ferramenta de salvação?
The Summer Hunter Staff
Em tempos em que a realidade beira o absurdo, os fatos são questionados e a linguagem é cobrada por ser direta, útil e monetizável, imaginar e contar histórias não é um luxo: é o que ainda nos mantém humanos. Neste episódio especial do Desenrola, gravado ao vivo durante uma mesa da programação oficial da 23ª Festa Literária Internacional de Paraty, a Flip, a gente reflete sobre o poder da ficção.


“A gente tem o luxo de frequentar esse espaço em que não estamos interessados em buscar salvação. A gente só quer segurar a mão de pessoas que não existem, conversar de verdade com alguém que morreu há séculos. Isso é absurdamente poderoso, precisamente porque não vai nos salvar.”
Caetano W. Galindo
Professor, escritor e tradutor, autor de Latim em pó e do recém-lançado Na ponta da língua



“A gente tem o luxo de frequentar esse espaço em que não estamos interessados em buscar salvação. A gente só quer segurar a mão de pessoas que não existem, conversar de verdade com alguém que morreu há séculos. Isso é absurdamente poderoso, precisamente porque não vai nos salvar.”
Patricia Palumbo
Jornalista e radialista, apresentadora do podcast Peixe Voador e do programa Vozes do Brasil




Público responde
“A gente só consegue enxergar futuros possíveis com a ficção.”
Geison Geraldo, artista visual
“A ficção pode ser uma experiência do coletivo, uma autoficção ou uma utopia que a gente pode sonhar juntos.”
Clariana Leal, educadora sexual
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