A arte de viajar pra fazer nada
Correr contra o relógio pra dar conta de um roteiro cheio de passeios, pontos turísticos e restaurantes? Não, obrigado.
Manuela Stelzer
Conhecer um lugar novo é um mix de empolgação e ansiedade: muita coisa pra ver, pouco tempo pra aproveitar — não é raro voltar das férias feliz, mas sem energia.
Em meio a rotinas tão aceleradas e desgastantes, cada vez mais gente passou a viajar com um único objetivo: descansar.
Todo mundo querendo férias… e descanso
Nos últimos dois anos, cresceu 300% a procura por estadias em áreas rurais e fazendas, lugares mais tranquilos e que proporcionam contato com a natureza.
91% dos viajantes estão interessados em viagens centradas na leitura, no descanso e no tempo de qualidade com pessoas queridas.
Fonte: “Unpack’26 — The Trends in Travel”, levantamento das marcas Expedia, Hotels.com e Vrbo


Viajar pra:
→ Desconectar.
→ Acordar sem despertador.
→ Ler e ver filmes que estão há tempos na lista de “próximos”.
→ Desacelerar.
→ Fazer vários nadas.
→ Ir onde der vontade, na hora que der vontade.

Se de um lado temos viagens pra superar limites — ultramaratonas, travessias em lugares inóspitos e desafios físicos —, do outro surge o movimento contrário: o de não precisar provar (e nem postar) nada pra ninguém.
“Fazer nada nas férias não significa ter uma viagem chata, ignorar a cultura local ou abrir mão de aventuras. Trata-se de dar a si mesmo o tempo e o espaço para um reset mental. Não chame isso de preguiça; chame de bem-estar.”
Trecho da matéria “The art of the do-nothing vacation”, do The Washington Post