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Parque Nacional Cavernas do Peruaçu: grutas, cânions e pinturas rupestres na bacia do Rio São Francisco
Crédito da imagem de abertura: maíra miranda / @mairafm no Arco do André

Parque Nacional Cavernas do Peruaçu

Na bacia do Rio São Francisco, uma área de 56 mil hectares cheia de cavernas e cânions gigantes revela pinturas rupestres pré-históricas.

ESPORTES
trekking / caminhada
NATUREZA
cavernas e grutas / cânions / rio são francisco / rio peruaçu / mata atlântica / cerrado / caatinga
ROLÊS
trilhas / sítios arqueológicos
BOM PARA
contato com a natureza / pinturas rupestres / cultura sertaneja
MELHOR ÉPOCA
maio a setembro
Parque Nacional Cavernas do Peruaçu: grutas, cânions e pinturas rupestres na bacia do Rio São Francisco
Caverna do Janelão | foto: maíra miranda
Lapa dos Desenhos | foto: maíra miranda
Lapa do Rezar | foto: maíra miranda
Gruta Bonita | foto: maíra miranda
Cerâmica Xakriabá | foto: maíra miranda
Restaurante da Mariza | foto: maíra miranda

Pro povo indígena Xakriabá, do Norte de Minas Gerais, “peru” significa fenda ou buraco, enquanto “açu” quer dizer grandeza. Reconhecido como Patrimônio Mundial Natural da Humanidade, o Parque Nacional Cavernas do Peruaçu faz jus ao nome: são mais de 250 grutas catalogadas, algumas com 100 metros de altura, cânions que ultrapassam 200 metros de profundidade e pinturas rupestres que datam de até 12 mil anos. Confira nossas dicas pra conhecer o parque — que exige agendamento da visita e contratação de um guia credenciado.

IMPERDÍVEIS

Com claraboias naturais formadas por desmoronamentos do teto, a Caverna do Janelão é um dos principais atrativos. Além de ter mata e rio no interior, abriga também a Perna da Bailarina — maior estalactite do mundo, com 28 metros de altura. No Arco do André, o trajeto é mais desafiador, com subidas, descidas e muitas pedras soltas no chão, mas a vista compensa quem decide se aventurar.

GRUTAS E PINTURAS RUPESTRES

Classificadas em grupos como Agreste, Nordeste e São Francisco, cada um com sua época, técnica e estilo, as artes rupestres no Peruaçu podem ser observadas em vários sítios. Na Lapa dos Desenhos, um grande paredão reúne mais de 3 mil pinturas, enquanto a Lapa do Índio tem vista pra abertura do Janelão. Já a Gruta Bonita é repleta de espeleotemas, formações rochosas dentro das cavernas chamadas de estalactites, estalagmites, cortinas, cogumelos e pérolas.

MAIS SÍTIOS ARQUEOLÓGICOS

LAPA DO BOQUETE

Se pronuncia “boquête” o nome desta pequena gruta onde foram encontrados vestígios de sepultamentos em um silo pré-histórico. Perto dali, no trajeto pro Arco do André, fica o Mirante do Mundo Inteiro, com uma das vistas mais bonitas do parque.

LAPA DO CABOCLO

Reúne pinturas rupestres no estilo Caboclo, que é exclusivo do Vale do Peruaçu.

LAPA DO CARLÚCIO

A boca da caverna, com 40 metros de largura, forma uma moldura com vista pra vegetação do parque. Lá dentro, estalactites e estalagmites se juntam em colunas enormes no amplo salão.

LAPA DO REZAR

São 500 degraus pra chegar até essa gruta com um enorme salão principal, que abriga pinturas e gravuras bem conservadas, além de diversos espeleotemas.

UMA TARDE EM JANUÁRIA

Considerada a praia de Minas Gerais, a cidade tem vários pontos pra banho no Velho Chico. Antes de seguir até a comunidade Fabião, ideal pra se hospedar, vale visitar o Centro de Artesanato de Januária, que faz um apanhado do artesanato do Norte do estado, e almoçar no restaurante Babalu. Pra sobremesa, vá à sorveteria Frutos de Goiás, que serve sabores como pequi e tamarindo.

OUTROS ROLÊS

TERRITÓRIO XAKRIABÁ

Próximo de São João das Missões fica o maior território indígena de Minas Gerais, onde os povos Xakriabá vivem em cerca de 40 aldeias. Pra visitar, é preciso agendar com Ivanir Xakriabá ou Pedro Xakriabá.

CERÂMICA INDÍGENA XAKRIABÁ

No ateliê do pesquisador, ceramista e mestre em artes Nei Xakriabá, o destaque são as moringas que imitam animais da região. Também vale conhecer o trabalho de Ivanir Xakriabá e da Dona Dalzira, mãe de Nei.

PANTANAL MINEIRO

Parte da unidade de conservação do Rio Pandeiros, afluente do São Francisco, é um santuário de peixes em Januária e o único pantanal do estado, no meio do cerrado.

ONDE COMER E FICAR

VILLA PERUAÇU

Próximos à entrada do Parque Nacional, os chalés contam com varanda e rede. No café da manhã, pães, frios e sucos, além de bolos e frutas.

RECANTO DAS PEDRAS

Pousada, camping e restaurante em um espaço rústico e arborizado. O buffet é servido no fogão a lenha, mas também há opções à la carte.

SÍTIO RUPESTRE

Em um jardim bem cuidado, tem quartos amplos e chalés equipados com cozinha. Na área de convivência fica o restaurante e uma piscina.

RESTAURANTE DA MARIZA

Do fogão a lenha saem delícias mineiras como a carne-de-sol e o surubim, peixe de água doce encontrado no Rio São Francisco.

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