The Summer Hunter, o lado solar da vida
Diamantina: a 260 km de Belo Horizonte, abriga um poético festival de serestas
Crédito da imagem de abertura: Jarbas Todeschini / wikki commons

Diamantina

A 290 km de Belo Horizonte, o charme discreto da cidade histórica mineira que abriga um dos festivais mais singulares do país.

ESPORTES
mountain bike / trekking
NATUREZA
cachoeira / serra
ROLÊS
museu / bar / vida cultural
BOM PARA
mergulho na história / gastronomia
MELHOR ÉPOCA
abril a setembro
Foto: Leandro Neumann / wikki commons
Casa de Glória | Foto: Victor Athaide / unsplash
Foto: Prefeitura de Diamantina
Foto: Valentim / wikki commons
Igreja de Nossa Senhoa do Amparo | Foto: Under the same moon / wikki commons
Foto: Victor Athaide / unsplash
Foto: Reziere Degobi | Casa de Juscelino

Discreta e graciosa, Diamantina tem um centro histórico recheado de belas igrejas dos séculos 18 e 19, casarões coloniais bem cuidados e boas surpresas naturais no Parque Estadual Biribiri, parte da Serra da Espinhaço. Mas o que a distingue de outros destinos mineiros é a Vesperata, um poético festival de serestas que movimenta a cidade 16 dias ao ano, entre abril e outubro.

VESPERATA: MODO DE USAR

As sacadas dos casarões históricos da Rua da Quitanda e outros espaços servem de palco pra músicos que, regidos por maestros, interpretam canções nostálgicas. Dá pra reservar mesas (pelo SYMPLA ou pelo WhatsApp 38/98822-3623), ou achar um cantinho na calçada. Em julho, as datas são 5 e 12. Em agosto, 2, 16 e 30.

CENTRO HISTÓRICO

Flanar pelas ruas de pedra é a maior delícia de Diamantina. Tendo a Catedral Metropolitana como ponto de partida, passe pelo lindo Passadiço da Glória (uma “ponte” que liga dois casarões). Entre as igrejas mais notáveis estão a de Nossa Senhora do Carmo (não perca os concertos com o órgão histórico), a de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos e a de Nossa Senhora do Amparo.

CASA DE CHICA DA SILVA

Ex-escravizada que virou figura influente, Chica da Silva viveu neste casarão do século 18 no qual, hoje em dia, funciona um museu sobre sua vida.

MUSEU DO DIAMANTE

Instalado temporariamente na Casa de Chica da Silva, guarda objetos, documentos e relíquias que narram o ciclo do diamante e a formação de Diamantina.

CASA DE JUSCELINO

Na casa onde o presidente Juscelino Kubitschek passou a infância e a adolescência, é possível visitar o acervo sobre sua trajetória.

CAMINHO DOS ESCRAVOS

Fora do centro, a rota usada pra escoar diamantes, cujo calçamento de pedras foi feito por pessoas escravizadas no século 18, rende uma boa caminhada atravessando paisagens serranas.

BIRIBIRI: PARQUE E VILA

Na Serra do Espinhaço, a cerca de 20 minutos do centro de Diamantina, esse parque estadual proporciona um ótimo refresco em cachoeiras como a da Sentinela e a dos Cristais. O programa fica perfeito com parada pra almoço na fofíssima vila homônima, que já serviu de moradia aos trabalhadores de uma fábrica de tecidos.

ONDE COMER E BEBER

APOCALIPSE

É se fartar de comida mineira que você quer? Em um salão que revela bonitas vistas de janelões, é servido um bufê caprichado, com múltiplas opções de saladas, pratos e doces.

MERCADO VELHO

Erguido no século 19, recebe uma feira aos sábados, que tem comida mineira, música, artesanato e outros produtos típicos.

CATEDRAL PUB

Um porto seguro pra degustar cervejas artesanais. Pra forrar o estômago, há hambúrgueres, petiscos e receitas alemãs.

RELICÁRIO

Pilotado pela chef Rachel Palhares em um espaço decorado com antiguidades, serve pratos como o medalhão de filet mignon ao vinho tinto com farofa supercrocante e “espaguete” de cenoura na manteiga.

LIVRARIA ESPAÇO B

Pausa pra um doce ou uma comidinha leve na livraria mais bacana da cidade.

ONDE FICAR

POUSO DA CHICA

Instalada em casarões dos séculos 18 e 19 no centro histórico, tem quartos aconchegantes com pé direito alto, ar-condicionado e frigobar. Os especiais têm sauna ou hidromassagem.

RELÍQUIAS DO TEMPO

O casarão do século 19 recheado com móveis antigos e artesanato do Vale do Jequitinhonha tem cozinha de fogão à lenha, biblioteca, capela, sauna, piscina e estacionamento.

VILA DO IMPERADOR

No centro histórico, aloja em quartos amplos e básicos, com ventilador e frigobar.

HOTEL TIJUCO

Projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer em 1956, esse hotel old school tem 25 quartos com frigobar e ventilador. Alguns deles contam com varanda.

POUSADA DO GARIMPO

A cinco minutos do centro histórico, tem quartos básicos, com ar-condicionado e frigobar. Na área comum, há piscina, restaurante, jardim e sauna.

VEJA TAMBÉM