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Bixiga: bairro que não é bairro repleto de cantinas italianas, bares, teatros e muito samba
Crédito da imagem de abertura: Joalpe

Bixiga

Nossas dicas do bairro que não é bairro, mas tem tudo de melhor que a capital paulista pode oferecer: samba como trilha sonora, casas noturnas animadas, botecos e cantinas tradicionais.

Foto: Mauro Cateb
Sérgio Cardoso
Oficina
Feira do Bixiga
Vila Itororó

Repleto de cantinas italianas, bares, teatros e samba, pode-se dizer que o Bixiga é a cara da boemia da capital paulista. Anexo à Bela Vista, não é considerado oficialmente um bairro, mas quem se importa com isso? A diversão é garantida: tem feira de antiguidades, inferninhos para os inimigos do fim, padarias, restaurantes tradicionalíssimos e boa concentração de peças em cartaz.

BIXIGA EM CENA

Ícones do teatro paulistano, como Sérgio Cardoso, Rui Barbosa, Oficina —a poucas quadras dali — e Ruth Escobar, na Rua dos Ingleses, contam a história cultural do bairro, ao lado de outros palcos menores, como o Espaço Elevador e o Teatro do Incêndio.

TRADIÇÃO

Tem a Feira do Bixiga aos domingos, entre 9h e 16h, na Praça Dom Orione, com inúmeras opções de antiguidades e cacarecos. Logo ali, a Escadaria do Bixiga — tombada em 2002 — foi de atalho a pit stop obrigatório do bairro.

Festa Achiropita — Um clássico do Bixiga, que todo ano, em agosto, toma conta das ruas do bairro com uma festa de rua pra lá de italiana. Tem música ao vivo, pratos típicos e atividades culturais todos os finais de semana do mês. Em 2025, comemoram 99 anos de história.

VILA ITORORÓ

Considerada a primeira vila urbana da capital, tem casas e um palacete que funcionam hoje como centro cultural. O espaço oferece shows e apresentações gratuitas e tem uma agenda mensal de eventos. Vale conferir.

ONDE COMER

Cannoleria do Bixiga — Uma portinha que pode passar despercebida, mas guarda uma das melhores receitas do doce italiano em forma de canudo. Desde 2024, serve também pizzas de longa fermentação e a pasta do dia, feita na casa e com formatos que mudam semanalmente.

BASILICATA E SÃO DOMINGOS

Duas padarias centenárias, que funcionam desde 1913 e 1914. O carro-chefe de ambas é o pão italiano. Também vendem doces, embutidos e massas.

CANTINA C QUE SABE

Tratoria clássica, com receitas familiares que sobrevivem por gerações. Tem música ao vivo e os destaques são o cappelletti in brodo e o filé a parmegiana.

BUONA FATIA

Fatias gigantes de pizza, com um raio de 35 cm.

ONDE BEBER E SAMBAR

LOS PERROS

Bar de vinhos com energia de boteco: sem frescura, serve petiscos e a taça nunca fica vazia.

FUNILARIA

Em uma antiga oficina de carros, o galpão é dos poucos sobreviventes de rolês raiz em São Paulo: lotado, com música boa e sem hora pra acabar.

ODETTE

Com curadoria cult e interessante, o casarão de 1901 organiza shows intimistas.

TOCA DA CAPIVARA

Dura até altas horas da madrugada, de terça a sábado, com rodas de samba tradicionais.

MUNDO PENSANTE

É um pouco de tudo: promove workshops, recebe exposições e apresentações musicais. À noite, a pista ferve com bailes diversos.

SIRIGOELA

Rolê democrático: aceita pets e crianças, e recebe rodas de samba formadas exclusivamente por mulheres e pessoas LGBTQIA+.

UMBABARAUMA

A poucos metros do Sirigoela, é uma casa cultural diversa: serve rodas de samba e pagode, além de DJs de hip hop, black music e brasilidades.

CLUBE REDOMA

Inspirado nas casas culturais de Buenos Aires, tem programação que vai da roda de samba a debates filosóficos.

THE ATRO

Antigo teatro que virou balada com karaokê animado, festas de house e samba, em um espaço repaginado, mas que manteve o charme cênico.

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